Opinião
Único vexame do Flamengo foi fora do campo
14 dezembro, 2017
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Ao contrário dos gritos da torcida do Flamengo ao fim do jogo de ontem no Maracanã, não há vergonha em uma derrota em final de torneio sul-americano diante de um tradicional rival argentino que fez duas grandes partidas. É do jogo e só um time pode ficar com o troféu. O vexame ontem aconteceu do estádio para fora, desde a madrugada. Não há motivos para defender a selvageria de parte da torcida nos hotéis e no entorno do Maraca. Rojões, bombas, gás, pedras, ônibus quebrados. Mais uma vez o Rio de Janeiro foi palco de guerra antes de um jogo. E quem diz que “argentinos merecem porque fazem pior” além de ser um grande boçal se esquece que coisa parecida aconteceu, por exemplo, no jogo da final da Copa do Brasil. O futebol por aqui continua sendo uma terra sem lei.

 

Independiente, Flamengo, Sul-Americana,

André Durão – Globoesporte.com

Em campo, um jogo equilibrado e nervoso. O Flamengo achou mais espaços no primeiro tempo, principalmente por conta das arrancadas de Paquetá. Novamente, o jovem deu ótima resposta, desta vez aberto como meia pela direita. Mas a rigor o time repetiu alguns problemas que aconteceram ao longo da temporada (e não deveria ser diferente). Erros individuais na hora de decidir (atrás e na frente) e um meio-campo que toca a bola mas produz pouco. Faltou também a capacidade de mudar o ritmo do jogo de acordo com o resultado, outro problema recorrente. Saiu na frente mas manteve a intensidade alta e cedeu espaços para o contra-ataque e o pênalti bem marcado de Cuellar, que mesmo sem intenção toca com o joelho as pernas do atacante do Independiente.

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Opinião
Grêmio e a superação na final do Mundial
13 dezembro, 2017
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Ainda que o Pachuca tenha feito uma partida ridícula nas quartas de final, encarar uma possível eliminação do Grêmio ontem como um vexame seria um enorme exagero. Afinal, não tratamos assim quando os nossos clubes caíram diante de algum mexicano na Libertadores. E é preciso respeitar uma liga que hoje é mais organizada e rica do que a brasileira. O jogo foi duro, como deveria ser. E o Grêmio superou as dificuldades para vencer. Superação é a palavra deste time.

 

Grêmio, Everton, Mundial,

Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

A primeira delas, superar a ausência de Arthur, fundamental no modelo e no estilo imposto pelo time de Renato Gaúcho ao longo da Libertadores. Com Michel, ainda que o Grêmio consiga manter o bom passe na saída, perde em fluência e mobilidade. No primeiro tempo foi um time espaçado além do normal e teve dificuldade para ficar com a bola. Exagerou nos passes errados e viu o adversário jogar melhor.

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Opinião
Brasileirão de Aspirantes é necessário
11 dezembro, 2017
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Organizado às pressas, o primeiro Campeonato Brasileiro de Aspirantes promovido pela CBF chegou ao fim neste domingo com o título do Internacional, após o empate contra o Santos na Vila Belmiro (havia vencido o primeiro jogo). Prêmio justo para o Colorado que há algum tempo investe no seu time sub-23.

 

Internacional, Aspirantes, CBF,

Lucas Figueiredo/CBF

A verdade é que a competição deste ano serviu pouco. Foram apenas dez participantes, poucas datas para colocar atletas em atividade, alguns jogos em meio a outras competições mais importantes na base. Ainda assim, cumpriu um papel importante, que precisa ser mantido e melhorado.

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Opinião
Um balanço da dança das cadeiras em 2017
5 dezembro, 2017
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A temporada 2017 foi mais uma onde os técnicos não tiveram vida fácil nem emprego firme no futebol brasileiro. Ainda que desta vez tenham sido poucas as mudanças apostando no sprint final, foram ao todo 28 trocas no comando dos times da Série A. De maio em diante, após o início do Campeonato Brasileiro, foram 22 em 38 rodadas. Foram 41 comandantes ao todo girando entre os times na temporada.

 

Dança das cadeiras, Degola, Só sete times começaram e terminaram o ano com o mesmo treinador. Um deles, o Sport, teve Daniel Paulista no início e fim da temporada, mas contratou Ney Franco e Vanderlei Luxemburgo ao longo do caminho. Ou seja, apenas seis times não fizeram mudança alguma: Avaí (Claudinei Oliveira), Botafogo (Jair Ventura), Corinthians (Fábio Carille), Cruzeiro (Mano Menezes), Fluminense (Abel Braga) e Grêmio (Renato Gaúcho).

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Opinião
Rodada final foi emocionante retrato de um Campeonato ruim
4 dezembro, 2017
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Em pleno 2017 ainda há quem diga que não há emoção em campeonato de pontos corridos. A rodada final do Brasileiro deste ano foi mais um tapa na cara de quem acha que precisa ter dois times envolvidos diretamente na luta pelo título para uma competição ter graça. Troféu a parte, o Campeonato Brasileiro só foi decidido no fim, literalmente.

 

Chapecoense, Campeonato Brasileiro, Libertadores,

Sirli Freitas/Chapecoense

Muito por conta da pobreza técnica da competição esse ano. Ainda mais escancarada com o aumento no número de vagas para a Libertadores. Times que pouco fizeram por merecer para jogar a competição continental chegaram vivos ao último jogo. O Atlético-MG, que não figurou uma rodada sequer na zona de classificação para o torneio, torcerá para o Flamengo na Sul-Americana para se classificar também.

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