Marcação Tática
Cícero mostra seu repertório, São Paulo não
1 março, 2017
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Cícero foi o nome da classificação do São Paulo na Copa do Brasil, na vitória por 4 a 2 sobre o PSTC no Paraná. Volante que faz tudo e que funciona muito bem se tiver jogadores rápidos ao seu lado no meio-campo para compensar seu principal defeito: a lentidão para recompor.

 

saopaulo_cicero

Mas com Thiago Mendes, ora meia pela direita no 4-2-3-1 ora volante no 4-3-3, e João Schmidt no time, o camisa 8 do São Paulo pode fazer o que tem de melhor: jogar e colocar em prática seu enorme repertório.

O primeiro gol veio de cabeça. Embora tenha “só” 1,83m, Cícero vai muito bem pelo alto e já fez Rogério Ceni brigar com técnico quando ainda era jogador para defender a presença dele e de sua ótima bola aérea. O segundo gol veio na infiltração. Troca de passes rápidos e curtos por dentro, pivô perfeito de Pratto e finalização na medida de quem tocou e saiu para receber duas vezes. O terceiro, que trouxe o alívio final, em chute de média distância. Cícero fez tudo e de todos os jeitos. Sobrou repertório.

 

Para o São Paulo ainda não é assim. É verdade que ofensivamente o time de Rogério Ceni tem ótimas sacadas. Busca profundidade o tempo todo com jogadas de ultrapassagens (pelos lados e por dentro). Tenta criar superioridade no setor da bola e usa muitos passes curtos para construir as jogadas. Cria muito e além dos quatro gols poderia ter feito alguns outros.

 

Mas futebol não se joga só com a bola nos pés. Sem ela, o São Paulo tem muita dificuldade na transição defensiva. Não por acaso foi vazado em quase todos os jogos da temporada. As vezes o elenco parece não saber se sai para pressionar ou se fica, gerando buracos e grandes espaços nas entrelinhas. Zagueiros e laterais parecem sempre expostos e o time ganha pouco a segunda bola no campo de defesa.

 

Falta ao time de Rogério Ceni repertório que só vem com o tempo. Como jogar se defendendo mais, como e quando sair para pressionar no campo de ataque, como tirar a velocidade do jogo e do adversário? São perguntas que vão precisar de treino e jogos para que estejam com facilidade na cabeça dos jogadores. A “sorte” neste caso, é que por ser um ídolo do tamanho que é, o ex-goleiro certamente terá paciência maior que o normal para errar e acertar. Para testar e encaixar.

 

Ainda falta ao tricolor o que sobrou em Cícero no Paraná.

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