Marcação Tática
Derrota justa do “Rogerbol” no Horto
15 junho, 2017
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Não se avalia a justiça de um resultado no futebol só pelo que um time fez ou deixou de fazer. É preciso olhar o todo. E por isso é difícil para mim dizer que não foi justa a vitória do Atlético-PR ou que o Atlético-MG não mereceu a derrota desta quarta no Independência. Por vários motivos.

 

É verdade que o primeiro tempo do Galo foi ótimo. Volume e controle, principalmente quando ajustou a marcação do lado direito da defesa, onde o Furacão conseguiu escapar facilmente com a dupla Nikão e Sidcley nos primeiros minutos. Mas foram mais de 30 minutos jogando no campo do adversário, rodando a bola com paciência em busca de espaços. Ainda que tenha criado chances apenas quando conseguiu roubar a bola no ataque e pegou o adversário desorganizado, o Atlético-MG poderia ter saído da etapa inicial em vantagem com um pouco mais de capricho.

Atlético-MG, Atlético-PR, Campeonato Brasileiro

Galo no 4-2-3-1, Furacão no 4-3-3. Assim foi o primeiro tempo no Horto, com domínio total dos donos da casa.

Construção que passava por atuações seguras dos dois laterais, principalmente Alex Silva na direita, e pela ótima atuação de Elias, a melhor como volante desde que chegou ao time mineiro. O Atlético-PR não conseguia sair pois Nikão tinha que voltar muito para acompanhar o lateral atleticano e do outro lado, Yago não viveu uma noite feliz. O desenho que já mostrava um grande domínio, deveria ficar ainda mais confortável após a justa expulsão de Lucho González, ainda na etapa inicial.

 

Mas não foi o que aconteceu. Muito graças às boas mudanças de Eduardo Baptista, que reforçou a marcação com Deivid e melhorou a puxada de contra-ataque com Douglas Coutinho. Naturalmente os visitantes, lanternas do Campeonato até então, iam se fechar para tentar salvar um ponto. E o fizeram muito bem, no 4-4-1 padrão para quem joga com um a menos.

Atlético-PR, Atlético-MG, Campeonato Brasileiro

Segundo tempo: Atlético-PR recuou as linhas e montou um inteligente 4-4-1 com um jogador a menos.

É incrível notar, porém, que com um jogador a mais o jogo do Atlético-MG piorou. Faltaram ideias para furar o bloqueio e a primeira finalização na etapa final só veio aos 23 minutos. A rigor, Santos foi pouco incomodado (ainda que a arbitragem tenha errado ao marcar impedimento e anular gol do Galo). O time de Roger se limitou a levantar bolas na área e consagrar Wanderson e Thiago Heleno, ambos com ótima atuação no Horto.

 

No fim, escancarou que a ideia era não ter ideias, com a entrada de mais um centro-avante (Élder) e com Leonardo Silva passando a atuar também dentro da área adversária. Um 4-1-5 de quem precisava correr riscos para vencer a segunda em casa mas não sabia como fazer. E que deixou espaços para o contra-ataque fatal, graças à grotesca falha de Filipe Santana. Derrota justa para quem não soube o que fazer. Vitória justa para quem entendeu as mudanças do jogo no segundo tempo.

Atlético-MG, Atlético-PR, Campeonato Brasileiro, Rogerbol

Reta final no Horto: Atlético-MG no 4-1-5, sem ideias, se resumindo a cruzar bolas para a área adversária.

Derrota do “Rogerbol”, que já tinha sido mencionado neste blog em uma outra oportunidade. Foram 63 cruzamentos, apenas oito deles certos. O maior número do Campeonato, de um time que já liderava as estatísticas em outras rodadas. Foram 43 contra o Fluminense e 42 contra a Ponte. O jogo apoiado, tão falado pelo bom treinador, não foi visto mais uma vez quando o time precisava atacar com paciência e inteligência. Justiça para quem soube como vencer no estádio Independência.

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