Marcação Tática
Furacão foge das origens e se complica
16 fevereiro, 2017
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O Atlético-PR chegou à Libertadores de 2017 com um modelo claro: muita força em casa, se aproveitando do maior costume à grama sintética da Arena da Baixada. Mas claro que não era só isso. O Furacão do Campeonato Brasileiro se defendia com e sem a bola. Controlava o jogo com a posse e se fechava bem quando o adversário conseguia retomar. Não conseguiu repetir diante do Deportivo Capiata e amargou um péssimo empate em 3 a 3 que complica os planos do time na competição continental.

 

Não dá para dizer que faltou organização ofensiva ao time de Paulo Autuori. Pelo contrário. Com a bola no pé era fácil entender a proposta de jogo do 4-2-3-1. Amplitude com os laterais e meias trabalhando por dentro. Grafite sai da área para oferecer opção como pivô e o ponteiro do lado oposto faz a diagonal para receber em profundidade. Caso a jogada não saísse assim, tabela para levar o lateral à linha de fundo ou um dos volantes como opção de retorno para inverter o lado da jogada.

atletico_pr_libertadores_posse

Se parecia saber perfeitamente o que fazer quando tinha a bola nos pés, quando a perdia a impressão não era a mesma. Enquanto alguns poucos jogadores da frente faziam pressão na bola para tentar retomar rapidamente, o restante do time recuava. Abria-se o buraco no meio-campo. A transição defensiva desorganizada do Atlético deu espaço para o Capiata jogar na Arena. Como se não bastasse, o time errou mais do que podia nas bolas paradas defensivas. Levar três gols em casa para um time que teve como marca no último Brasileirão a defesa firme, era algo do qual não se podia imaginar.

atletico_pr_libertadores_sembola

O Atlético-PR que teve o controle da posse (principalmente no campo defensivo), foi permissivo demais para um jogo deste tamanho. O modesto adversário, repleto de jogadores experientes, finalizou 10 vezes e marcou três gols. O ritmo de amistoso sem a bola foi fatal para uma equipe que não viveu uma grande noite individualmente. Só Gedoz parecia entender a importância do jogo, embora Grafite mesmo sem brilho também tenha sido muito decisivo com sua experiência: arrumou falta em lance perdido que gerou o primeiro gol e fez a jogada que resultou na expulsão Paredes.

 

Por falar na expulsão, Autuori mexeu mal após ficar com um jogador a mais. Poderia ter usado Rosseto como segundo volante para melhorar a posse de bola no campo ofensivo, mas optou por tirar Gedoz (amarelado e cansado, mas ainda assim o melhor em campo). Na base da pressão a virada até saiu, mas a atuação pobre foi castigada com mais um gol de bola parada do Capiata no fim.

atletico_pr_tatica

O Atlético-PR ainda pode buscar a classificação para a próxima fase. Mas precisará se defender bem como se acostumou em 2016 e ter outros jogadores além de Gedoz entendendo a importância e a dificuldade de disputar uma Libertadores.

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