Marcação Tática
Pré-Temporada: Coritiba
17 janeiro, 2017
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O bom trabalho de Paulo César Carpegiani e a mescla entre garotos e experientes livrou o Coritiba do sufoco em 2016 e parece ser a aposta da diretoria mais uma vez para a nova temporada. Se não conseguiu até o momento buscar reforços que mudem o patamar do time, a diretoria tem alguns sonhos estranhos nas noites escuras do Couto Pereira. A ideia de apostar em Ronaldinho Gaúcho como um produto de marketing não faz o menor sentido esportivo e só irá dificultar o trabalho do treinador caso seja concretizada.

 

Em campo, o Coxa manteve boa parte da base da última temporada. Perdeu peças pontuais e as repôs da mesma maneira. Werley chega para assumir um posto na zaga, Matheus Galdezani é alternativa interessante após ótima Série B no CRB, Jonas pode reencontrar o futebol dos tempos de “Schweinsteiger do Nordeste”, Tiago Real me parece uma alternativa interessante para o meio-campo e Rildo deve ser titular no ataque.

Importante também as permanências do jovem Dodô, do ótimo e disputado Juninho e de Kléber, que criou identificação forte com o clube e que será peça fundamental na montagem do time por parte de Carpegiani. Os primeiros indícios de time na pré-temporada são de um 4-3-3 com três volantes no meio-campo. Assim, o Coritiba pode liberar mais para o jogo os seus laterais ofensivos e diga-se de passagem, exceção feita talvez a Edinho, os outros volantes do grupo tem potencial também para jogar e aparecer à frente.

 

coritiba_pretemporada

Você olha para a ideia de time do Coritiba na pré-temporada e pergunta: onde se encaixaria Ronaldinho Gaúcho? E a resposta é simples: não se encaixaria. O marketing é cada vez mais importante para os clubes de futebol mas contratar um “atleta” só pelo retorno que ele pode gerar em marketing não me parece a aposta mais inteligente, ainda que tenha sido um grande jogador num passado já distante.

 

O Coritiba ainda me parece incapaz de dar o salto ou subir novos degraus, mas a manutenção da linha de trabalho é o caminho correto para seguir melhorando. Entender o tamanho das pernas para dar um novo passo é fundamental na caminhada.

 

TÉCNICO: Paulo César Carpegiani (no comando desde agosto de 2016)

CHEGARAM: Werley (Z – Figueirense); Márcio (Z – Atibaia); Matheus Galdezani (V – CRB); Jonas (V – Flamengo); Tiago Real (M – Vitória); Rildo (A – Corinthians); Filigrana (A – Quindió-COL); Henrique Almeida (A – Grêmio) e Léo Santos (A – Náutico).

SAÍRAM: Nery Bareiro (Z – Guarani-PAR); Luccas Claro (Z – Gençlebirligi-TUR); César Benitez (LE – Olimpia-PAR); Emerson Conceição (LE); Amaral (V – Chapecoense); Fábio Braga (V – Ponte Preta); Juan (M); Tiago Galhardo (M – Albirex Niigata-JAP); Cesar Gonzales (M – La Guaira-VEN); Raphael Veiga (M – Palmeiras); Bernardo (M – Botafogo-SP); Zé Raphael (M – Bahia); Felipe Amorim (M – América); Kazim (A – Corinthians); Jorge Ortega (A); Raphael Lucas (A – Mirassol); Evandro (A – Red Bull); Leandro (A – Kashima Antlers-JAP) e Vinicius (A – Adanaspor-TUR).

A PROMESSA: Dodô (LD – 18 anos). Aos 17 anos, conseguiu se firmar como titular do time na última temporada e deve ter um ano de muito crescimento. Constantemente convocado para as seleções de base, o baixinho é rápido para chegar ao ataque e agora precisa evoluir no posicionamento defensivo para se tornar um dos melhores da posição no país.

(Em 2016 a aposta foi em Gustavo Índio, que após a ótima Copa São Paulo teve o contrato renovado até 2019 mas não teve chances no time profissional e segue no sub-20)

FIQUE DE OLHO: Kléber (A – 33 anos). Experiente, parece ter deixado os tempos de cabeça quente para trás. Teve em 2016 a segunda melhor temporada da carreira e se tornou a principal referência do time. Deve seguir assim em 2017.

EM 2017: Campeonato Paranaense (briga pelo título), Copa do Brasil (oitavas de final) e Campeonato Brasileiro (briga contra o rebaixamento).

 

AS APOSTAS DO BLOG EM 2016 (em negrito os acertos): Campeonato Paranaense (briga pelo título), Copa Sul Minas Rio (corre por fora), Copa do Brasil (oitavas de final) e Campeonato Brasileiro (briga contra o rebaixamento).

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