Marcação Tática
Roger potencializa individualidades no Galo
17 maio, 2017
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Imagine uma pessoa acima do peso, acostumada a comer doces todos os dias e que de repente resolve fazer uma dieta. Quanto tempo levará para concluir o período de adaptação e quantas vezes vai acabar escorregando neste caminho? Se mudar o comportamento que uma pessoa está adaptada é difícil, imagine fazer o mesmo com onze ou mais?

 

Os primeiros meses foram duros para Roger Machado no Atlético-MG e era difícil imaginar que seria diferente. O “estilo Galo Doido” precisava ficar para trás para que seu modelo de jogo fosse implementado e passasse a funcionar. Precisou fazer mudanças e ajustes para chegar a maio com um time que já tem características marcantes do seu trabalho em campo.

Contra o Godoy Cruz-ARG, na última partida da primeira fase da Libertadores, os melhores 45 minutos do Galo na temporada. Intensidade e, principalmente, controle. Mesmo sem a bola, o time de Roger Machado soube conduzir o jogo sem dificuldades. Finalizou pouco (cinco vezes, três no alvo) mas foi preciso quando chegou à frente: três a zero e vitória praticamente garantida ainda na etapa inicial.

 

É verdade que não foi apenas o tempo que ajudou Roger. A entrada de Adilson entre os titulares somada a alguns ajustes potencializaram o desempenho de vários jogadores. O coletivo atuando a favor do individual. Elias como meia pela direita fez melhorar o futebol de Marcos Rocha além de permitir que o camisa 8 fizesse o que sabe melhor: infiltrar para definir. Ontem, marcou o quarto gol nos últimos quatro jogos.

 

Outro que não para de crescer é Cazares. Ontem, um recital de como deve atuar um meia central no 4-2-3-1. A todo instante oferecia opção de passe entre-linhas, se posicionando atrás dos volantes. Quando percebia os espaços, dava profundidade para receber nas costas da defesa, como no primeiro gol ainda aos três minutos. Além disso, saia para os dois lados para criar superioridade numérica no setor da bola. Sem falar nos dribles, passes e até mesmo cobrança de falta. Repertório completo em uma atuação soberba (que caiu o rendimento quando ele precisou trocar com Robinho para que o camisa 7 pudesse “descansar” da marcação ao lateral Bonacorso).

 

É preciso relativizar a queda no segundo tempo com a vantagem já construída e com as mudanças que transformaram o time em uma salada (com Yago na lateral direita, Danilo e Elias como volantes). O mesmo serve para o adversário, que focado na briga por uma vaga na Sul-Americana de 2018 e já classificado para a próxima fase usou time bastante alternativo em BH.

 

Mas hoje é possível ver muito do trabalho de Roger Machado no Atlético-MG. Um time confiável e confiante. Onde o coletivo potencializa cada vez mais o desempenho individual.

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