Marcação Tática
A virada épica do Lanús e a força de Almirón
1 novembro, 2017
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A frase “o jogo só acaba quando termina” parece um enorme clichê mas não pode ser ignorada no futebol. O Lanús provou ontem mais uma vez, ao conseguir virada épica para a histórica classificação para a final da Copa Libertadores da América. O Grêmio (que se não ignorar o ditado estará na decisão) terá um adversário duro em busca de seu terceiro título da competição.

 

Antes de falar sobre o jogo é preciso lembrar que o Lanús foi disparado o melhor time argentino em 2016. Campeão nacional, manteve praticamente todo o seu elenco e seguiu a linha de trabalho. Não foi tão bem no último Argentino, ocupando apenas a 8ª posição, mas manteve o foco total na competição mais importante da temporada. Não chega por acaso ou sorte à final da Libertadores.

 

Sequência do excelente trabalho de Jorge Almirón. Em nenhum momento, o treinador do Lanús abandonou seus conceitos e seu estilo de jogo. Nem no momento mais difícil. No 4-3-3 dos jogos em casa, foi corajoso e valente diante do tradicional River Plate. Buscou uma remontada histórica sem afobação e desespero. Com bola e organização.

Lanús, Almirón, 4-3-3

O 4-3-3 de Almirón no Lanús. Força pelos lados sem perder superioridade no centro.

Os números comprovam a força do trabalho. O Lanús é o único time da Libertadores com média de passes certos por jogo superior a 400. Só fica atrás de Atlético-MG e Grêmio no aproveitamento dos passes. Mas é na média também o segundo time com menos cruzamentos (a frente apenas do Zulia). Contra o River na noite de ontem, mesmo precisando reverter um 3×0, cruzou apenas 12 bolas na área.

 

Incansável aposta no jogo pelo chão. Que deu lugar a Andrada no time. O terceiro goleiro ganhou o posto de titular pela capacidade de jogar com os pés. Próximo da intermediária, é desafogo e responsável pelo início das jogadas. Que passam pelos zagueiros, pelo ótimo Marcone, pelos laterais apoiando muitas vezes por dentro, e muita paciência. Até gerar superioridade por um dos lados (principalmente o direito) antes de levar a bola à área sempre com muitas opções de finalização. Um time moderno e que sabe o que fazer e como fazer.

 

É verdade que o River pode reclamar da ausência do árbitro de vídeo em lance duvidoso em sua área quando o placar marcava 2×0. É verdade que há problemas no sistema defensivo, que leva muitos gols, principalmente nos jogos em casa quando costuma jogar ainda mais avançado.

 

Mas antes de mais nada, é preciso respeitar o bom time do Lanús e o excelente trabalho de Jorge Almirón. Um grande candidato ao título da Libertadores.

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