Opinião
A diferença entre poupar e usar o elenco
4 maio, 2017
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Bastou Roger Machado e Mano Menezes mudarem algumas peças para os jogos da noite desta quarta-feira para surgir o discurso: estão poupando para a final do Estadual. Mas como, se as Copas Libertadores e do Brasil são mais importantes? É preciso entender que o futebol mudou e o patamar dos clubes brasileiros também está mudando. É pra isso que se constrói elenco.

 

rafaelmoura_atletico_sportboys

Deixar fora do time um jogador que apresenta grande desgaste nem sempre tem como objetivo apenas poupá-lo de uma partida. Mas também, tornar a equipe mais competitiva e garantir que ela possa chegar ao seu limite físico (fundamental para jogos de grandes competições, principalmente).

 

Na Bolívia, Roger tirou jogadores que vinham de grande sequência. Acertou, independentemente da goleada por 5 a 1. Não impressiona a facilidade para bater o Sport Boys ontem e sim as dificuldades que o time teve apesar do placar também largo no Independência. Há um enorme abismo entre os dois times e desta vez, com concentração e bem na parte física, o Atlético conseguiu colocar tudo isto em campo. Grande atuação de Otero, principalmente. Mostrando que há boas opções para a sequência da temporada, até mesmo para brigar por vaga entre os titulares. Adilson e Rafael Moura foram outros “reservas” que funcionaram bem.

 

No Mineirão, Mano também mudou o time apesar do discurso que mandaria força máxima. A escalação reserva da Chapecoense e o fato de ter visto o rival segurando atletas na Bolívia, podem ter ajudado na decisão. Acertou, ainda que o desempenho do time tenha sido muito ruim mais uma vez. Em casa, contra um adversário ainda mais modificado em seu elenco, o Cruzeiro finalizou apenas três bolas a gol, nenhuma delas no segundo tempo. Alguém pode dizer que o time estava com o foco na decisão do próximo domingo, ou que as mudanças fizeram com que o time não jogasse tão bem. Mas a verdade é que falta fluência no setor ofensivo não é de hoje e é difícil lembrar a última grande atuação deste time.

 

Vitórias e boa expectativa para a final no Horto, com peças importantes mais descansadas. Provavelmente seria diferente, se um dos dois tivesse perdido ou tropeçado. Técnicos estariam na berlinda, explicando porque deixaram de lado a competição mais importante em nome de uma decisão estadual. É preciso entender que o futebol mudou e mudar também o discurso. Roger e Mano acertaram ao rodar o bom elenco que tem em mãos e isso não deve ser medido pelo resultado. Que bom que venceram.

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