Opinião
Atlético ainda precisa confirmar reação
28 agosto, 2017
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Antes de mais nada é preciso dizer que no atual contexto, o resultado é mais importante que o desempenho para o Atlético-MG. E foi assim, em Campinas, na vitória por 2 a 1 de virada sobre a Ponte Preta que afastou o time da zona do rebaixamento e o recolocou próximo da briga pelo G-6. Se ainda é cedo para dizer em página virada ou reação, é inegável que a partida no Moisés Lucarelli pode representar o início de um novo Campeonato.

 

Atlético, Otero, Ponte Preta,

Reprodução – TV Globo

Não que tenha sido brilhante, longe disso. O Galo de Micale (ontem com Giacomini no banco) começou o jogo com Valdívia na vaga que seria de Rafael Carioca, negociado com o Tigres-MEX. No 4-2-3-1 novamente, teve dificuldade na saída de bola e construiu muito pouco na etapa inicial. Não que os donos da casa produzissem muito. De volta ao 4-3-3 com três volantes no meio, a Ponte também não brilhou. O primeiro tempo foi de muita bola longa, muita briga e muitas faltas. E merecia o empate sem gols, apesar da falha coletiva da defesa atleticana (em especial de Victor) que culminou no gol de cabeça de Léo Gamalho.

Mas veio o segundo tempo e o Atlético mostrou uma mudança importante com a troca de treinador. Ao contrário de outros momentos, não se desesperou com a desvantagem no placar e passou a levantar bolas para a área de qualquer maneira. Foi paciente para trocar passes em busca do empate, mesmo que não tenha tido volume absurdo de jogo e de chances. No gol de empate, a jogada começa do lado esquerdo com Cazares e passa nos pés de quatro outros jogadores antes do arremate de Elias com o gol vazio. Marcos Rocha chegou à linha de fundo com quatro companheiros dentro da área e mais dois fora dela, porém no último terço do campo.

 

No final, a coroação com o golaço de Otero em cobrança perfeita de falta. É verdade que naquela altura os dois times pareciam satisfeitos com o empate (e a entrada de Yago na vaga de Luan no Atlético foi um sinal claro disto). Ainda houve tempo para Wendell reclamar de um pênalti que não aconteceu. E a Ponte, mesmo com mais gente na frente após as entradas de Claudinho e Maranhão, não conseguiu ameaçar o gol de Victor.

 

Se é difícil empolgar-se com o desempenho que ainda é de time que briga contra o rebaixamento, a quinta vitória como visitante pode servir como um divisor de águas para o Atlético no Campeonato Brasileiro. Para isto, porém, precisa confirmar a reação. Com tempo para Micale trabalhar o time até o jogo contra o Palmeiras, no dia 09 de setembro no Independência. Uma vitória em casa, diante de um time do G-4, será bem mais significativa do que a de ontem. Ainda que neste domingo o resultado valha muito mais que o desempenho para quem parecia começar a se contentar com a salvação na Série A.

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