Opinião
Atlético precisa jogar com 11 o tempo todo
10 novembro, 2017
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O comportamento sem a bola ditou o ritmo do confronto entre Atlético-MG e Atlético-GO na noite desta quinta-feira no estádio Independência. Dois tempos distintos e vitória justa do Galo por 3 a 2, apesar da atuação pobre. Enquanto os goianos aguardam apenas a confirmação matemática do rebaixamento, os mineiros mantém uma fagulha de sonho pela Libertadores.

 

Atlético, Fred, Brasileiro,

Agência Estado

Na etapa inicial, com o “time ideal” de Oswaldo Oliveira em campo, o comportamento sem a bola do Atlético-MG beirou o inacreditável. Valdívia, Robinho, Fred e, especialmente, Cazares, não se preocupavam nem em incomodar a saída de bola do Atlético-GO. Voltar para recompor as linhas então, quase nunca. O que se viu foi o Dragão, bem organizado no 4-1-4-1 e disposto a encarar, achar espaços com muita facilidade para sair jogando e controlar o meio. Com a bola, eram sempre Marcão, Igor, Jorginho e um dos ponteiros fechando por dentro (Andrigo ou Luiz Fernando) contra apenas dois volantes do Galo. Jogar com seis sem a bola em pleno 2017 não existe. Os goianos saíram na frente, sofreram o empate em cobrança de pênalti, fizeram o segundo e só não ampliaram no primeiro tempo porque pisaram no freio.

 

Veio o segundo tempo e os donos da casa mudaram. A começar pelas entradas de Yago e Luan, que melhoraram a marcação no meio e deram mais velocidade e fluência ao time. Mas mais do que isso, mudou o comportamento. O Galo passou a reagir à perda da bola com velocidade e intensidade. Os goianos já não conseguiam mais sair de trás com a mesma facilidade. Virou ataque contra defesa.

 

É verdade que o domínio do Atlético-MG foi muito mais territorial do que outra coisa. Kléver não fez grandes defesas e os gols saíram em jogadas isoladas: uma cobrança de lateral com Luan incrivelmente esquecido pela marcação e um chute desviado de Fred. Mas o Galo foi superior o bastante na etapa final para merecer a vitória. Jogou com onze. Jogou.

 

Luan não tem condições físicas de ser titular no Atlético, mas a partida de ontem escancarou mais uma vez para quem ainda não tinha percebido que é praticamente impossível escalar um time competitivo com tantos jogadores pouco dispostos a jogar sem a bola. Um jogador que só rende com a bola no pé precisa resolver em todos os jogos e o Galo hoje não tem um jogador assim. Faltam cinco jogos em 2017 e Oswaldo precisa apostar nos homens certos se quiser jogar a Libertadores. E a diretoria também, para não repetir no próximo ano o fiasco desta temporada.

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