Opinião
Atlético precisa usar o elenco que tem
29 maio, 2017
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Uma sucessão de erros de Roger Machado na manhã deste domingo fizeram um Atlético-MG que jogava bem mas não vencia andar para trás. Contra a Ponte, jogou mal e também não venceu. Ainda que após o jogo o treinador tenha mostrado irritação com o desempenho e a percepção que alguns jogadores precisam jogar mais sem a bola (Robinho, Fred e Cazares, principalmente), faltou ao comandante admitir que a parte física é fundamental para que o time possa render ao máximo.

 

Roger Machado, Atlético-MG,

Bruno Cantini/Atlético-MG

Diante de um sol escaldante, Roger preferiu manter o mesmo time dos últimos jogos. Nenhuma alteração para refrescar peças. O Atlético que já tinha corrido atrás do prejuízo no domingo anterior contra o Fluminense e que também ficou atrás do Paraná na quarta não precisava de mudanças para jogar melhor. Mas talvez fosse importante para que tivesse condição melhor para competir.

 

No primeiro tempo o Galo foi superior. Teve o controle total de uma partida disputada a 40 km/h. Dominou mas não imprimiu a intensidade de outras partidas, tanto é que finalizou apenas duas vezes em 45 minutos. Não apertava para roubar a bola no campo de ataque e era lento na tomada de decisão no campo ofensivo, permitindo à Ponte se manter sempre organizada. Fez o gol na única jogada que conseguiu acelerar: contra-ataque de manual com Marcos Rocha achando Robinho livre.

 

Mas no segundo tempo o adversário acelerou. Kleina trocou o posicionamento de Lins e Lucca e o time voltou a 120 km/h. Quando o Atlético assustou, já tinha sido ultrapassado pelo adversário com dois gols praticamente iguais. Daí em diante, faltou muito ao time de Roger: pernas e ideias. Desgastado física e mentalmente após os tropeços recentes, errou lances bobos. E as mudanças pouco contribuíram. O treinador abriu mão do meio-campo num 4-2-4 que só fez consagrar Aranha e os zagueiros da Ponte (apesar da falha grotesca de posicionamento no gol de Rafael Moura, quando Kleina já tinha colocado um terceiro zagueiro em campo para melhorar a bola aérea defensiva).

 

No fim, só não perdeu porque Nino Paraíba tomou a decisão errada quando entrou livre mas sem ângulo na área. O empate péssimo para a tabela, desta vez deve ser comemorado pelo desempenho pobre.

 

Fábio Santos fez sua pior partida pelo Atlético. Rafael Carioca errou passes fáceis que não está acostumado a fazer. Adilson não teve condição de competir nos dois gols da Ponte. Não adianta falar semana após semana que o Atlético tem um bom elenco se o treinador não está disposto a usar. Quarta o Galo tem uma decisão contra o Paraná e dias depois será importante pontuar em jogo duro fora de casa contra o Palmeiras.

 

É hora de reagir com desempenho e resultados. É hora de usar o elenco que tem.

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