Opinião
Ba-Vi da vergonha
19 fevereiro, 2018
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Já havia falado aqui no início do mês sobre o bom início de temporada do Vitória, mesmo perdendo jogadores importantes no fim de janeiro. Também falamos sobre o começo do Bahia, que aos poucos vai se encontrando e melhorando os resultados com Guto Ferreira no comando e um elenco interessante. Os ingredientes para um bom clássico estavam postos. Mas terminou em um vexame histórico.

 

Kanu, Vitória, Bahia, Campeonato Baiano,

Reprodução TV

A discussão sobre comemorações de gol tem lados distintos e eu até concordo em alguns pontos com os dois. As vezes os exageros são desnecessários e acirram um clima que já é pesado por si só. Mas uma brincadeira com uma dose de provocação também deve ser vista como algo de um jogo que também é psicológico. E existem várias formas de ganhá-lo.

 

O que Vinicius fez após marcar o gol de empate do Bahia nada mais foi do que a comemoração que faz após cada gol marcado. A dança, inclusive, está no GIF que o tricolor usa para comemorar o gol do meia nas redes sociais. Mas os valentões do Vitória se sentiram provocados e resolveram transformar um clássico de futebol em uma luta de boxe. O que aconteceu depois da reação desmedida do goleiro Fernando Miguel não deixa lado certo ou errado dali em diante. Kanu agrediu covardemente com socos um companheiro de profissão. Ameaçou dizendo que “sabe onde ele mora”. Um festival de cenas grotescas que não devem ter espaço para acontecer. Jaílson Macedo se viu obrigado a expulsar um série de jogadores. Errou ao meu ver ao colocar para fora o autor do gol, que merecia no máximo um cartão amarelo se o árbitro considerasse que a comemoração foi provocativa. Depois, apenas apanhou. Muito.

 

Mas como nada é tão ruim que não possa piorar, o Vitória ainda teve Uilliam Corrêa expulso um pouco depois. E fez a vergonha de forçar mais um cartão vermelho para que o jogo acabasse já que não é permitido jogar com apenas seis atletas.

 

Não cabe discutir se a ordem veio da diretoria, do técnico Vágner Mancini ou se foi uma decisão dos jogadores. É uma vergonha e que merece punição dura. Muito dura. Para o clube, para o atleta que forçou o cartão vermelho e também para Kanu que sequer calçou as luvas antes de agredir o adversário. Não cabe no futebol brasileiro que fala em se organizar este tipo de situação. O Ba-Vi que começou como o jogo da paz terminou com uma enorme vergonha. Que não pode ser deixada de lado como se nada tivesse acontecido.

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