Opinião
Botafogo entre acertos e erros no país do aleatório
13 fevereiro, 2018
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É difícil dizer se foi certo ou errado demitir Felipe Conceição tão no início da temporada. Oficializado em 23 de dezembro, o ex-auxiliar de Jair Ventura teve vida curta. Foram só sete jogos e menos de dois meses de trabalho. Decisão tomada com a cabeça quente pela eliminação vergonhosa na Copa do Brasil seguida de uma derrota para o Flamengo na semifinal do Campeonato Carioca. E o clube resolveu recomeçar.

 

Botafogo, Alberto Valentim,

Globoesporte.com

Se não dá para dizer se o tempo faria o trabalho de Conceição decolar, é fácil confirmar agora que contratá-lo foi um erro grave. Não é todo dia que sai do clube um auxiliar ou técnico da base pronto para comandar o profissional. Principalmente depois de um trabalho tão bom como o de Jair Ventura, que subiu o sarrafo para um clube que vinha de quedas seguidas para a Série B. Sem dinheiro para investir e com um elenco enfraquecido, era esperado que o Botafogo tivesse dificuldades. Alguém com mais estofo para segurar os altos e baixos do início do ano certamente seria um caminho mais seguro. É interessante ver um clube apostar em novos nomes em um mercado escasso e que oferece sempre os mesmos. Mas não adianta nada contratar sem convicção.

 

Também não adianta ter convicção na tomada de decisão se ela não condiz com o tamanho do clube. Como o incômodo acima do normal causado pela comemoração do “chororô” de Vinicius Júnior, que fez a diretoria do Botafogo proibir o Flamengo de jogar no Engenhão. Além de mostrar que sentiu o golpe, o clube com as contas combalidas deixou de faturar com o aluguel (mesmo que não fosse uma renda salvadora) e desvalorizou inclusive o torneio que disputa. A final do turno do Campeonato Carioca será disputada em outro estado. Inacreditável. E infantil.

 

Por fim, Alberto Valentim chega para ser o novo treinador. Mostrou conceitos importantes no Palmeiras no fim do ano passado, mas os resultados não acompanharam o trabalho. Também é um treinador com pouca experiência e que vai precisar de tempo. Alberto precisa aliar suas boas ideias com doses de realidade, observando o material humano que tem à disposição. Assim e com tempo, pode ser uma boa escolha. Mas se os resultados não vierem logo, pode ser o novo Felipe Conceição.

 

No país do aleatório, tudo pode dar certo ou errado. Tudo pode ter um recomeço bem antes do esperado. O Botafogo caminha entre acertos e erros, a espera de dias melhores. Precisa acreditar nas suas convicções de olho no seu tamanho e na sua realidade.

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