Opinião
Botafogo tarda mas não falha
9 Fevereiro, 2017
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A ausência de Camilo, principal referência técnica do time ao lado de Montillo, e o gol contra logo nos primeiros minutos poderiam ser suficientes para arruinar as chances do Botafogo na Copa Libertadores. Não foram. Porque o time de Jair Ventura teve organização (até demais) e brio para buscar o empate e a classificação diante de um Colo-Colo decepcionante após a ótima temporada de 2016.

 

pimpao_botafogo_libertadores O plano de jogo era evidente: sem Camilo, organizar o time em duas linhas de quatro, bastante próximas, negando espaço para as infiltrações do Colo-Colo. Com a bola, aproveitar a velocidade de Montillo e Pimpão na frente para tentar incomodar. Mas o gol no início obrigou o Botafogo a dançar conforme a música. Ainda que tenha assumido as rédeas da partida e obrigado o experiente Villar a boas defesas, era notório um time preso na própria organização.

A partida correta se traduzia numa desclassificação sem sustos. O Botafogo não era ameaçado mas chegava pouco. Tinha a bola e o domínio, mas era pouco incisivo. Precisava só de um gol e caso levasse o segundo, seguiria precisando do mesmo gol para levar aos pênaltis. Podia ter se arriscado mais, mas demorou para se soltar. O jogo pedia Roger, capaz de brigar pela primeira bola e de segurar um pouco mais o Botafogo perto do gol dos chilenos. Jair arriscou deixando para correr riscos apenas no fim.

 

Mas deu certo. Com Guilherme, Pimpão e Montillo atrás de Roger. Com mais gente chegando à área adversária. Com a briga pela primeira bola, o contra-ataque bem armado e com dois jogadores para finalizar a jogada. Gol da justa classificação, do empate de um time que foi melhor que o Colo-Colo em três dos quatro tempos do confronto.

 

Grande atuação no Chile, diante de um estádio cheio, com desfalques importantes e saindo atrás do placar. Airton foi o dono do meio-campo no primeiro tempo. Victor Luiz fez de tudo no segundo tempo. Montillo mostrou que pode ser a liderança técnica do time, com ou sem Camilo ao seu lado.

 

Jair Ventura traçou bem o seu plano de jogo e organizou bem o time. Quase pagou pelo excesso, deixando para correr riscos quando poderia ser tarde demais. Tardou, mas não falhou. E o Botafogo segue adiante na Copa Libertadores.

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