Opinião
Chapecoense fez o simples para ser mais um a vencer no Horto
19 outubro, 2017
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Em sua despedida do comando da Chapecoense, o interino Emerson Cris fez mudanças fundamentais para confirmar uma vitória importante fora de casa no Campeonato Brasileiro. A primeira derrota de Oswaldo de Oliveira no comando do Atlético-MG. Mais uma do Galo no Horto. Os catarinenses não fizeram o impossível. Fizeram o simples e nada mais.

 

Chapecoense, Atlético-MG, Wellington Paulista,

Agência Estado

Com Luiz Antônio e Amaral titulares, a Chapecoense não mudou tanto o esquema tático, mas repensou seu modelo. Aproximou jogadores no 4-2-3-1 com grande atuação de Luiz Antônio como meia pela direita. Com a bola, se aproximou e trocou passes curtos tentando criar superioridade onde a bola estava. Como centroavante, Wellington Paulista ofereceu mais, participativo e com boa movimentação. O jogo fluiu. Sem a bola, o time brigou pelo espaço como se fosse um prato de comida. Apertou a saída, dobrou a marcação. Não deixou espaços. Fez o oposto do rival.

O Atlético-MG segue sendo o time mais anti-clímax da temporada. Com a mínima impressão de reação, faz muita gente se empolgar. Mas não demora para jogar um balde de água gelada. Como o de ontem. Mais uma atuação preguiçosa e indolente. De um time que com a bola no pé até se saiu bem até abrir o placar com Valdívia. Mas que sem a bola deixa muito a desejar. Reações lentas, espaços de sobra. Elias, Cazares, Robinho e Fred, na teoria os mais talentosos do elenco, na prática ajudam muito pouco ou quase nada.

 

O primeiro tempo foi um passeio. Dez finalizações do visitante contra uma dos donos da casa. Uma justa virada por dois a um para um time amplamente superior. A Chapecoense fez o que quis e como quis.

 

Oswaldo não mexeu no intervalo, perdeu Elias expulso com dois cartões amarelos em quatro minutos no segundo tempo e se perdeu também. Errou nas mudanças sendo obrigado a corrigir os próprios erros e deixou o time que tinha um jogador a menos com Robinho e Fred em campo. Fatal. Sem a bola, o Atlético jogava com sete. A Chapecoense não fez mais porque abusou do preciosismo e porque foi cautelosa em excesso nas mudanças do seu treinador. Sofreu o empate em bola parada que Fred subiu bem mas teve tranquilidade para buscar o terceiro gol em ótima jogada de Reinaldo.

 

Mais um time visitante se deu bem no Campeonato Brasileiro onde os times sofrem para jogar com a bola nos pés. O Atlético, terceiro pior mandante, sofre ainda mais quando não a tem sob seu domínio. É um time que aceita demais. Aceita a pressão do adversário. Aceita os resultados. Aceita as derrotas. O presidente, que tanto gosta de obrigações, provavelmente será obrigado a aceitar o ano perdido. É hora de pensar 2018, com uma profunda e séria reformulação.

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