Opinião
Chapecoense precisa aprender a sofrer em campo
26 junho, 2017
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Era de se esperar um ano duro para a Chapecoense após a tragédia em dezembro passado que obrigou o clube a reconstruir todo o elenco para 2017. O início foi animador, com título estadual, boa campanha na Libertadores e um ótimo início no Campeonato Brasileiro. Mas aos poucos o nível dos adversários cresceu, o calendário apertou e o desempenho despencou. Contra o Atlético-MG, a pior atuação que vi do time no ano. E a derrota por 1×0 em casa, mesmo diante de um adversário formado apenas por reservas.

 

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Flikr/Chapecoense

Na última semana, falei que poupar todos os jogadores era poupar pontos no Campeonato Brasileiro. E apesar da vitória na Arena Condá, sigo achando que Roger errou. Não faz sentido que nenhum jogador tenha condição de entrar em campo e deixá-los de fora reduz drasticamente as chances. Tanto é que o Galo foi o primeiro a somar pontos na competição deixando os titulares fora do jogo. Venceu por seus méritos mas também pelo futebol pobre apresentado pelo rival.

O jogo durou apenas 11 minutos: escapada rápida na primeira vez que o Atlético-MG saiu do campo de defesa. Ótima movimentação e drible de Valdívia achando Marlone sozinho para marcar de cabeça. Tudo que os visitantes queriam: vantagem para poder se fechar e proteger a defesa formada apenas por garotos.

 

E assim o Galo fez: recuou as linhas e teve méritos por ter todos os jogadores do meio para frente ajudando sem a bola para expor o mínimo possível a linha defensiva e o goleiro Cleiton, claramente em seguro principalmente na saída de gol. Ainda que tenha aberto mão do jogo muitas vezes, exagerando nas bolas longas (foi o recorde de erro de lançamentos do Campeonato Brasileiro), fez um jogo seguro como deveria ser com os reservas. Teve atuação firme dos zagueiros e principalmente do lateral esquerdo Leonan, o mais exigido do jogo.

 

Para a Chapecoense, 79 minutos de poucas ideias. Cruzou 53 bolas para a área mas acertou apenas 12. Finalizou 13 vezes mas apenas uma na direção do gol. Praticamente não ameaçou a vitória atleticana, ainda que tenha jogado todo o segundo tempo dentro do campo do adversário e que o jovem Lourency tenha entrado bem pelo lado esquerdo. Pesou a terceira derrota seguida e a pressão por voltar a pontuar no Campeonato Brasileiro.

 

Em reconstrução, a Chapecoense foi corajosa ao abrir mão da cláusula sugerida pelos outros clubes para que ela não fosse rebaixada. Em campo, precisará aprender a sofrer. Até então, desde que retornou à Série A, teve anos tranquilos. Em calendário e em pontos. O restante do 2017 que se desenha deverá ser duro para o elenco curto de Vágner Mancini. Que bom que os primeiros passos são na direção da firmeza e na manutenção do bom trabalho realizado até aqui.

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