Opinião
Com defesa mais segura, Cruzeiro cresce no Brasileiro
13 julho, 2017
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Aos poucos, o Cruzeiro parece encontrar o caminho de estabilidade para se fixar entre os primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. Méritos para Mano Menezes, que fez mudanças importantes na defesa e deixou o time mais equilibrado nos últimos dois jogos: vitórias seguras sobre Palmeiras e Atlético-PR.

 

Cruzeiro, Atlético-PR, Campeonato Brasileiro,

Giuliano Gomes/PR Press

Ontem na Arena da Baixada, mais um jogo consistente. Com Élber na vaga de Hudson pela direita no 4-4-2 que libera Thiago Neves para circular e decidir na frente. Ainda assim, o time manteve a organização e a compactação das linhas, negando espaços para os donos da casa que embora tenham tido mais posse de bola (quase 61%) finalizaram menos e com menos perigo (14 contra 16).

 

O interino Kelly também organizou o Atlético-PR no 4-4-2 “inglês”. Sem peças importantes, que ficaram fora da relação para o jogo, usou Sidcley novamente na linha de meias e pela esquerda o time criou suas principais chances. Mas exagerou nos cruzamentos da intermediária facilitando o trabalho de Léo e Murilo. Faltou articulação, alguém capaz de circular por trás dos volantes do Cruzeiro, já que Eduardo da Silva e Éderson ficaram muito presos na área. Melhorou com a entrada de Matheus Jesus no intervalo, mas não o suficiente para sufocar.

 

Mesmo quando entregou a bola para o adversário, o Cruzeiro controlou o jogo e os espaços. Sofreu pouco e foi letal quando teve chances para definir. Primeiro no 2×1 da dupla que vem decidindo jogos: Alisson e Thiago Neves pela esquerda, até a bola chegar a Romero, em excelente fase mesmo improvisado. Depois, nos méritos do treinador que reoxigenou o time com Nonoca e Rafael Marques e viu os dois serem fundamentais na jogada do gol que matou o Atlético-PR.

 

Vitória justa e consistente mais uma vez de um Cruzeiro que aos poucos encontra o seu caminho. Se defendendo como Mano Menezes gosta mas dando liberdade para seus principais jogadores brilharem. Nem a ausência de Robinho, fundamental para a queda de rendimento no primeiro semestre, tem impactado tanto mais. Se é difícil imaginar qualquer time que não seja o Corinthians brigando pelo título, hoje é difícil imaginar também que o Cruzeiro não terminará o Campeonato entre os primeiros colocados.

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