Opinião
Controles distintos em grande jogo no Mineirão
17 julho, 2017
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Existem várias maneiras de jogar futebol. E de vencer. Não há forma exata nem a maneira mais simples. Tudo depende de uma série de fatores. Cruzeiro e Flamengo comprovaram isto no grande jogo da 14ª rodada do Campeonato Brasileiro no Mineirão.

 

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Mauricio Farias/Light Press/Cruzeiro

Embora dono da casa, o Cruzeiro tentou vencer com futebol reativo. Esqueceu a bola e controlou os espaços. Desarmou mais que o adversário (15 a 10) mesmo sem ter Henrique e Hudson no meio-campo. Recuou as linhas e esperou para sair em velocidade, quase sempre com Alisson já que Élber não viveu uma boa tarde. Apesar de ter ficado menos com a bola no pé (40 a 60% de posse), finalizou mais (10 a 5, 3 a 1 na direção do gol) do que o adversário.

Já o Flamengo, optou construir com passes curtos. Foi o dono da bola  e muitas vezes pareceu o dono das ações. Trocou mais que o dobro de passes em relação ao mandante mas teve dificuldade para penetrar a área. Principalmente porque faltou outra vez profundidade. O trio de meias com Everton, Diego e Everton Ribeiro dá muita qualidade no passe como os números provam, mas falta um jogador mais incisivo para se aproximar de Guerrero e aproveitar sua capacidade para reter a bola no pivô para finalizar.

 

Depois de um empate sem gols no primeiro tempo, o Cruzeiro voltou para a etapa final disposto a assumir o protagonismo da bola. Deixou espaços atrás e voltou àquele velho dilema: quando joga ofensivamente se expõe além da conta, quando recua não consegue ficar com a bola. Atrás no placar, teve que se expor até chegar ao gol de empate em ótima enfiada de bola de Diogo Barbosa para Sassá, que se movimentou bem às costas dos zagueiros. E poderia ter virado, não tivesse sido tão egoísta o mesmo atacante dentro da área.

 

Dali em diante, o jogo perdeu em ritmo. Muito por conta de mudanças ruins feitas pelos treinadores. Mano Menezes deveria ter ocupado a área com Ábila e deixá-lo ao lado de Sassá para tentar a virada. Zé Ricardo desocupou mais uma vez o meio-campo e encheu o time de atacantes, perdendo o controle no setor onde seu time fundamentava o resultado.

 

Empate justo com propostas distintas. Cruzeiro e Flamengo controlaram o jogo, cada um a sua maneira. E levaram um ponto para casa do Mineirão.

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