Opinião
Copa do Brasil precisa ser democrática e inteligente
7 março, 2017
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A polêmica da semana envolveu o Murici-AL e seu estádio para enfrentar o Cruzeiro. Com problemas na iluminação e muitas críticas dos dois adversários anteriores na Copa do Brasil (Juventude e América), o estádio José Gomes da Costa ficou no olho do furacão. Com capacidade para apenas 3.800 torcedores, será palco do jogo de amanhã contra o Cruzeiro, embora a TV tenha feito pressão para a realização da partida no estádio Rei Pelé, na capital, com melhores condições.

 

estadio_murici O tamanho não deveria ser problema, embora a partir da próxima fase o regulamento exija o mínimo de 10 mil lugares. Dar a um clube de pequeno porte a chance de receber um clube gigante em seu estádio não só representa uma grande festa para a cidade como também um grande aumento de confiança. Pode não render tanto financeiramente e esportivamente não representar o palco ideal, mas é importante para uma competição que precisa ser democrática. É fundamental para o torneio ter cada vez mais clubes como o Murici se desenvolvendo através de confrontos contra as melhores equipes do Brasil.

O novo regulamento para as duas primeiras fases aumentou a chance de surpresa. E isso é fantástico para promover um torneio como este. Uma Copa do Brasil disputada toda em jogo único (com mudanças apenas a partir da semifinal) e sem sorteios dirigidos, além de representar um enorme alívio para o já problemático calendário, tornaria a competição ainda mais emocionante e empolgante. Para grandes e pequenos.

 

Há um risco, claro. Derrotas nas fases iniciais da competição já causaram demissões em Coritiba e Ponte Preta. Outros grandes que fossem derrotados no jogo único também teriam o técnico trocado ou com a corda no pescoço a esta altura. É preciso maturidade para entender que derrotas como estas acontecem no futebol. Entender o regulamento e o que está em jogo.

 

Outro porém, é se preocupar menos com o tamanho e mais com as condições do estádio. Seria ótimo o Murici poder jogar no José Gomes da Costa até a final ou até onde conseguisse chegar. Desde que oferecesse condições melhores. O laudo deve estar ligado às qualidades do estádio (gramado, vestiários, iluminação), não ao tamanho.

 

A Copa do Brasil pode ser mais democrática, inteligente e emocionante. Só é preciso boa vontade. Bons exemplos estão espalhados nas melhores ligas do planeta.

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