Opinião
Cruzeiro ganha confiança e Raniel vai junto
11 setembro, 2017
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Até o dia 27 de setembro, quando vai definir a Copa do Brasil contra o Flamengo no Mineirão, nada será mais importante que isto para o Cruzeiro. Mas não deixar de lado o Campeonato Brasileiro, onde o time vai se estabelecendo no G-6 é importante em todos os sentidos: criar um plano B em caso de derrota na decisão, manter o ritmo de competição e ganhar confiança. A vitória sobre a Chapecoense no mesmo dia em que o rival do fim do mês perdeu um clássico é significativa.

 

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Reprodução Premiere

Não que tenha sido um jogo vistoso na Arena Condá. Muito mais físico do que técnico desde o início. Condicionado por uma Chapecoense em crise que sofre com a dificuldade para jogar. Vinicius Eutrópio (ontem substituído por Emerson Cris no banco) tentou melhorar o meio com Canteros e Seijas mas seguiu apostando em um ataque pesado. Construiu pouco e só chegou pelos lados com cruzamentos, com bola rolando ou parada. Pouco. Ainda que tenha sido Fábio o personagem principal do primeiro tempo com defesa de cinema à queima roupa, após cabeçada de Túlio de Melo.

 

O Cruzeiro demorou um pouco para entender o jogo físico que a Chape impunha. Mas aos poucos foi se soltando e ficando mais com a bola na frente. Mano foi esperto mais uma vez para rodar o grupo sem perder força. Trocou quatro titulares e aproveitou o jogo para dar ritmo e confiança para Raniel, principalmente. Sem Sóbis no confronto decisivo da Copa do Brasil, vai precisar contar com o garoto que mostrou mais uma vez que merece confiança. Fez a jogada do primeiro gol, de Rafinha. Mostrou oportunismo para ampliar na etapa final. O time vence, ganha confiança e ele vai junto.

 

Mas não quer dizer que Mano deva “abrir mão” de Sassá. Ninguém jogou mais que o camisa 99 pelo Cruzeiro no último mês. Fora da Copa do Brasil, precisa manter o ritmo no Brasileiro. E pode jogar ao lado de Raniel, como foi diante do Grêmio pela Copa da Primeira Liga. Um não anula o outro. Um pode fazer o outro ganhar ainda mais confiança.

 

No fim, a Chapecoense ainda diminuiu na cabeçada certeira de Túlio de Melo mas ameaçou pouco o resultado por conta do repertório pobre. Ainda que tenha feito o Cruzeiro sofrer pelo alto, não mostrou força para empatar o jogo. Vai precisar de mais para se salvar do rebaixamento. A demissão de Vágner Mancini parece pior a cada semana. Um erro que pode custar caro.

 

Do outro lado, um acerto pela manutenção de Mano. Que ainda não parece tirar todo o talento que o seu elenco tem a disposição. Poderia ser mais vistoso, mas dificilmente poderia ser mais efetivo. O Cruzeiro chega à reta final da temporada confiável e confiante. Como Raniel.

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