Opinião
Dewson atrapalhou mais o jogo que os times no Horto
30 junho, 2017
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Podíamos acordar nesta sexta falando do bom jogo no Estádio Independência e da vitória importante do Atlético-MG sobre o Botafogo que deu vantagem ao time nas quartas de final da Copa do Brasil. Mas a verdade é que é inevitável falar sobre a arbitragem de Dewson Freitas, tão criticada, que não permitiu que o jogo fosse ainda melhor. Mas não prejudicou ninguém.

 

Dewson Freitas, Arbitragem, Copa do Brasil,

Rafael Araújo/Globoesporte.com

Achei exagerada a reação do Atlético e dos atleticanos com a arbitragem nesta quinta. Talvez por contar com todo um contexto histórico. O atleticano vê um homem com apito na mão contra o Botafogo e enxerga Carlos Eugênio Simon e o erro claro de 2007 que deixou o time fora desta mesma competição. Dewson ontem foi mal, principalmente nos últimos 15 ou 20 minutos do jogo quando perdeu a mão totalmente. Mas não definiu nem interferiu no resultado.

Ao contrário do que reclamou Roger na coletiva pós-jogo, que o paraense teria amarelado seis ou sete jogadores do seu time, Dewson aplicou menos cartões que de costume. No Brasileiro, tem média de seis cartões amarelos por jogo. Ontem, foram cinco (dois para o mesmo jogador, na indiscutível expulsão de Fred). Além do atacante expulso, o Galo só foi amarelado com Otero e Rafael Moura. É verdade que ele economizou ao não aplicar amarelos para Victor Luis e Pimpão no segundo tempo, mas não mudaria em nada a história do jogo.

 

O único lance bastante discutível foi um pênalti em Fábio Santos, no fim do primeiro tempo, que eu marcaria pois há um empurrão (ainda que leve) de Carli na jogada. Mas é jogada de interpretação. Curiosamente, o lance foi pouquíssimo reclamado.

 

Dewson foi mal porque perdeu o controle do jogo no fim. E a partida bem jogada do primeiro tempo, com o Atlético mostrando fluência ofensiva e o Botafogo tentando ficar com a bola nos pés pra escapar da pressão, foi por água abaixo. Muitas faltas e a cada uma delas muita reclamação. O jogo não andou. Não tenho o tempo de bola rolando da partida em mãos, mas nos últimos 15 minutos certamente menos de um terço foi com a bola em jogo.

 

O Atlético leva um bom resultado para o Rio. Mais do que isso, voltou a vencer em casa com boa atuação. Fluência e volume no primeiro tempo. Raça e organização no segundo, com um jogador a menos. Ao Botafogo, faltou ousadia nas mudanças de Jair para tentar pressionar o adversário que tinha um atacante expulso e o time jogou pior na etapa final do que no primeiro tempo. Ainda que Bruno Silva tenha tido duas bolas para mudar a história do jogo.

 

A Dewson, assustadoramente árbitro FIFA, fica a lição de que uma vez perdido o controle do jogo, não se retoma mais. No fim, foi obrigado a terminar o jogo as pressas para que não correr riscos. Foi mal e quase estragou um bom jogo, mas não interferiu.

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