Opinião
Tempo é a diferença entre Corinthians e Palmeiras
6 novembro, 2017
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Era o clássico esperado, com cara de decisão. Uma vitória do Corinthians deixaria o time mais uma vez com a pinta de campeão que vinha se apagando nas últimas rodadas. Uma vitória do Palmeiras poderia significar o tiro de misericórdia em um rival que vinha perdendo força. Estádio cheio, arbitragem polêmica, grande jogo. Tivemos todos os ingredientes na Arena Corinhtians.

 

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Globoesporte.com

Principalmente no primeiro tempo, quando o jogo teve qualidade e intensidade. Carille finalmente fez mudanças no time e o Corinthians voltou a jogar bem. Pressionou a saída de bola do Palmeiras e causou dificuldades no modelo de jogo de Alberto Valentim, que ainda passa por adaptações. Os visitantes sofreram para sair sempre jogando pelo chão como manda o novo treinador. Sofreram (ainda que menos do que no jogo contra o Cruzeiro) com a linha alta deixando espaço nas costas dos zagueiros. Sofreram na mudança do modelo de marcação das bolas paradas.

É mais fácil recuperar um time que já tem um modelo de jogo na cabeça do que mudar a forma de jogar de uma equipe. Esta foi a diferença no clássico. O Corinthians voltou a jogar bem fazendo o que fez de melhor no primeiro turno: intensidade, compactação e concentração. Ainda que tenha voltado a falhar nas bolas paradas. Já pressionava quando abriu o placar em gol de impedimento milimétrico de Romero. Fez o segundo em sequência com Balbuena. Quando o Palmeiras diminuiu com Mina, reagiu rápido para marcar o terceiro em pênalti, para mim incontestável, de Dracena sobre Jô.

 

Na etapa final, como era de se esperar e como costuma acontecer nos grandes jogos por aqui, o ritmo caiu. O Corinthians passou a não querer mais o jogo. Tentava ganhar tempo a cada instante. O Palmeiras pareceu não achar alternativas para jogar. As mudanças de Alberto mais uma vez não surtiram efeito, ainda que Moisés tenha diminuído e que Roger Guedes tenha tido a bola do empate no fim.

 

Vitória justa do Corinthians, que tem tudo para arrancar rumo à confirmação do título na reta final. Um trabalho sólido que caiu porque o treinador demorou para perceber que precisava trocar peças para não perder o coletivo. Tem tudo para se reencontrar nas últimas seis rodadas. Ao Palmeiras, paciência será fundamental. O ano de 2017 só será perdido de fato se não deixar lições. Alberto está só começando e o começo é animador. O tempo fez diferença no clássico deste domingo.

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