Opinião
Dorival tenta resolver problemas no São Paulo
1 março, 2018
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Já dissemos aqui neste espaço sobre a dificuldade que o São Paulo tem para montar um time neste início de ano com um elenco tão diferente das ideias do seu treinador. E a pressão no início da temporada é surreal, dificultando ainda mais que o trabalho se desenvolva com naturalidade. Ficou claro mais uma vez após o pênalti perdido por Cueva no início do jogo de ontem contra o CRB que fez o time parecer jogar com a corda no pescoço. Nervosismo e erros técnicos característicos de uma reta final de Campeonato Brasileiro para quem está na zona do rebaixamento. Exagerado para um momento como este.

 

São Paulo, CRB, Dorival,

Globoesporte.com

Dorival Júnior não é um técnico perfeito porque ele não existe. E tem erros na condução deste início de temporada. Mas não pode ser acusado de não estar tentando. Ontem, quase todos os testes podem ser considerados bem sucedidos. A começar por Jean no gol, ainda que tenha entrado por conta da lesão de Sidão. O jovem goleiro do Bahia mostrou boa participação, inclusive com os pés. Mesmo pouco testado deixou boa impressão.

 

As mudanças principais foram no setor ofensivo. Diego Souza e Nenê começaram no banco de reservas e o time em campo ficou mais leve e fluiu melhor (especialmente depois do primeiro gol, quando as ações começaram a sair com mais naturalidade). Valdívia foi bem pelo lado e também apareceu algumas vezes invertendo o posicionamento com Cueva. Brenner deu mais mobilidade na frente, jogando atrás dos volantes e abrindo espaço para os companheiros. Reinaldo deu profundidade pela ponta e Hudson conseguiu se soltar mais. É verdade que o CRB ofereceu poucos riscos, disposto a jogar com todos os jogadores no campo defensivo e poucas vezes se aventurou na frente. Mas já foi possível ver um São Paulo mais próximo do que pensa o treinador. Que venceu com justiça. Sem brilho e sem sustos.

 

Que não pode no entanto seguir insistindo com algumas situações que vão mal. Diego Souza como centroavante é a principal delas. Ainda que tenha sido convocado algumas vezes por Tite para fazer a função, não é ali que ele extrai o que tem de melhor: a capacidade de arrancar de frente com a bola, combinando força física e técnica. Brenner é jovem e deu respostas melhores e Trellez pode ser a primeira opção no banco. Não quer dizer que Diego deva ser descartado, pelo contrário.

 

Em um elenco cheio de jovens com muito potencial como Militão, Paulo Boia e Brenner (para falar dos que jogam com mais frequência) ter jogadores experientes é importante, principalmente em momentos de pressão. Mas usá-los apenas pela história e ignorar o que o campo mostra é um erro que o São Paulo e Dorival não podem cometer. O técnico está tentando, mas ainda pode tirar mais do time tricolor.

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