Opinião
É preciso elogiar o Grêmio de Renato
26 maio, 2017
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Antes de mais nada neste texto: o Zamora, que se despede da Libertadores sem um ponto sequer, não é adversário que se possa considerar. É um time fraco tecnicamente e ainda pior taticamente. Dá muitos espaços, é confuso na marcação e pouco consegue ameaçar (pra não dizer nada). Mas ainda assim é preciso elogiar o Grêmio de Renato Gaúcho. Isto mesmo, de Renato Gaúcho.

 

Renato Gaúcho, Grêmio, Libertadores,

Lucas Uebel / Grêmio

No início de abril, falamos aqui no blog que o Grêmio já tinha a cara de seu “novo” treinador. Após ganhar a Copa do Brasil se aproveitando do melhor do trabalho de Roger Machado, o time gaúcho mudou muitas peças para esta temporada e se refez. Hoje, os méritos por um time que lidera o Brasileiro (são só duas rodadas, ok), tem boa vantagem na Copa do Brasil e se classificou com a terceira melhor campanha da primeira fase da Libertadores precisam ser dados ao atual comandante.

O que se viu no primeiro tempo contra o Zamora foi o que o Grêmio vem mostrando recentemente. Velocidade, movimentação e jogadores muito livres no último terço do campo. Assim, criou uma profusão de chances. Ainda que, repito, o adversário de ontem fosse o mais fraco possível, não é pouco chegar ao fim de 90 minutos com 27 finalizações, 14 certas. O tricolor fez 4 a 0, perdeu pênalti e uma série de outras chances. Se tivesse vencido por oito ou nove gols não seria nenhum exagero (e daria a ele a melhor campanha da primeira fase).

 

É verdade que o time desacelerou e perdeu a concentração. Natural, diante de um jogo resolvido e um adversário que não oferecia riscos. Mas ainda assim o segundo tempo serviu para Renato Gaúcho ousar com um 4-1-4-1 que tinha quatro meias na segunda linha e muita profundidade: todos com liberdade para infiltrar. Gata Fernandez não foi brilhante mas deu duas assistências em sua primeira chance como titular. Luan perdeu pênalti mas fez de tudo em Porto Alegre. Pedro Rocha seguiu perdendo chances claras mas mostrou o quão importante pode ser para o time, com e sem a bola. Sem falar dos gols que Barrios não para de marcar, no crescimento do jovem Arthur e de mais uma partida segura do experiente Leonardo Moura.

 

Não haverá daqui em diante na temporada um adversário mais acessível para o Grêmio. O avanço das competições aumentará o nível de cobrança e diminuirá o tempo de treino (que o técnico teve após a eliminação precoce no Gaúcho). Mas é bom olhar menos torto para Renato Gaúcho e seu bom trabalho em Porto Alegre.

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