Opinião
É preciso separar o esportivo do policial
19 dezembro, 2017
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As cenas vistas na última quarta e escancaradas neste domingo com a reportagem do Fantástico, mostram um fato grave e que precisa levar clubes (não só o Flamengo) a repensar a segurança em seus jogos além do conforto e do relacionamento com torcedores e torcidas organizadas. Mas antes de mais nada é preciso separar o que é esportivo do que é policial.

 

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Reprodução – TV Globo

O Flamengo foi finalista da Sul-Americana pelos méritos em campo. Segue o mesmo raciocínio para a vaga conquistada na próxima edição da Libertadores, via Campeonato Brasileiro. O clube trabalhou, contratou jogadores e não teve influências externas para chegar onde chegou. Aliás, pareceu claro na decisão contra os argentinos que todo o tumulto realizado pela torcida não influencia diretamente o resultado do jogo.

As confusões dentro e fora do Maracanã, no hotel do Independiente e em outros estádios continente (ou mundo) afora são casos de polícia. Precisam de legislação firme e punições pessoais para deixarem de existir. É evidente que os clubes podem e devem ajudar no processo de mudança, auxiliando na identificação dos vândalos e agindo junto ao poder público para melhorar as condições de segurança. Mas há um limite já que clube algum tem poder de polícia para prender ou soltar.

 

Conmebol, CBF e clubes precisam agir. E mais do que nunca, separar o esportivo. Punições justas para comportamentos ruins de torcedores não devem envolver eliminação de Campeonato ou perda de pontos. Multas, partidas com portões fechados ou em outras cidades são mais condizentes com o feito. E podem fazer todos se mexerem para solucionar um problema grave que não cabe mais.

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