Opinião
Falta fluência aos substitutos no Santos
22 Fevereiro, 2017
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Três jogos sem vencer, dois jogos sem marcar. O Santos que terminou bem 2016 e que trazia consigo enorme expectativa para a nova temporada ainda parece longe de decolar. Nada para se assustar. Mas o desempenho em Itu, no empate por 0x0 na noite de ontem, tem alguns pontos de preocupação e que Dorival Júnior precisa pensar.

 

santos_ituano_paulista Era um time com desfalques importantes, e naturalmente qualquer equipe do país sentiria tantas ausências. Mas o principal problema é que a fluência e capacidade de leitura dos reservas está completamente distante dos jogadores habituais. Assim, o jogo apoiado proposto por Dorival Júnior, com aproximação, posse de bola, superioridade no setor central para conduzir a bola em blocos até o ataque, não esteve perto de ser praticado.

Leandro Donizete não consegue dar a dinâmica de Renato na saída de bola. A mais estranha das contratações do Peixe para 2017, tem suas virtudes mas não se encaixa no perfil de jogo desejado por Dorival (não por acaso, Roger que pensa parecido, abriu mão do volante no Galo). Sem Lucas Lima no meio, falta um jogador capaz de fazer a superioridade numérica na construção de jogadas por dentro. Léo Citadini embora jogue bem quando atua mais recuado, como meia busca pouco a bola atrás. Assim, o jogo fica mais centralizado nos volantes e é mais difícil o time subir em bloco com passes curtos como está acostumado.

 

O problema ficou ainda maior com a saída de Citadini e a entrada (estranha) de Thiago Ribeiro. Vitor Bueno, que era o melhor do time dando fluência como de costume saindo da direita para armar por dentro, se perdeu entre os volantes do Ituano. E com dois ponteiros nos lados do 4-2-3-1, o Santos não conseguiu mais organizar jogadas e o jogo estacionou de vez. Pobre Kaíke, que mal viu a cor da bola pra que pudesse ser avaliado.

 

O Santos tem um modelo de jogo e se reforçou bem para 2017. Mas tem reservas que combinam pouco com a proposta de Dorival Júnior para o time e isto atrapalhou mais que o gramado ou o vento (?) em Itu. É preciso paciência para que eles entendam a proposta. Mas é preciso também que o técnico santista perceba também que fazer o time fluir sem as peças titulares pode ser mais fácil de outras maneiras.

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