Opinião
Grêmio e a superação na final do Mundial
13 dezembro, 2017
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Ainda que o Pachuca tenha feito uma partida ridícula nas quartas de final, encarar uma possível eliminação do Grêmio ontem como um vexame seria um enorme exagero. Afinal, não tratamos assim quando os nossos clubes caíram diante de algum mexicano na Libertadores. E é preciso respeitar uma liga que hoje é mais organizada e rica do que a brasileira. O jogo foi duro, como deveria ser. E o Grêmio superou as dificuldades para vencer. Superação é a palavra deste time.

 

Grêmio, Everton, Mundial,

Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

A primeira delas, superar a ausência de Arthur, fundamental no modelo e no estilo imposto pelo time de Renato Gaúcho ao longo da Libertadores. Com Michel, ainda que o Grêmio consiga manter o bom passe na saída, perde em fluência e mobilidade. No primeiro tempo foi um time espaçado além do normal e teve dificuldade para ficar com a bola. Exagerou nos passes errados e viu o adversário jogar melhor.

Mas aos poucos também o time foi superando o nervosismo de jogar um Mundial. O torpor pelo título da Libertadores foi passando e a equipe entrando no jogo. O segundo tempo já dava sinais de um Grêmio melhor, achando mais espaços pra jogar e expondo menos o seu sólido sistema defensivo. Que ontem, atuação brilhante de Geromel a parte, teve Cortez como o principal destaque. Excelente nas coberturas, peça fundamental para o desafogo na saída. Partidaço de um lateral que parecia acabado antes de chegar ao tricolor.

 

Cortez não é o único que superou momentos difíceis na carreira. Jael foi rebaixado com o Joinville no ano passado e teve sua contratação muito criticada. Foi importante na final da Libertadores. Contra o Pachuca entrou bem mais uma vez. Força física e imposição na frente, conseguindo prender mais a bola que Barrios. Além dele, Léo Moura foi outro que saiu do banco para melhorar o time, com mais qualidade no passe e controle da bola.

 

O primeiro tempo da prorrogação foi muito bom. Os mexicanos mudaram o sistema para três zagueiros e se perderam na marcação. Everton teve espaço para driblar e bater sem chance para o goleiro. Superou o problema das tomadas erradas de decisão e a dificuldade na finalização para se tornar o herói da justa classificação. Com um pouco mais de capricho nos contra-ataques, o Grêmio poderia ter feito o segundo.

 

A história do Grêmio em 2017 é uma história de superação. Na final, provavelmente diante do Real Madrid, o time vai em busca de mais uma. Sem pressão alguma. Mas disposto a surpreender mais uma vez. É difícil, mas não impossível. Nada para este time parece ser.

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