Opinião
Jogo merecia 0x0, Cruzeiro merecia a classificação
27 julho, 2017
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Após o eletrizante 3×3 no jogo de ida, em São Paulo, Cruzeiro e Palmeiras pisaram no freio para o jogo de volta no Mineirão. Emoção em aberto até o fim, mas desempenho decepcionante de dois times que seguem espalhando a sensação de que poderiam jogar mais. No fim, classificação justa dos mineiros, principalmente pelo que fizeram no primeiro tempo do primeiro jogo.

 

Mano apostou na manutenção do 4-2-3-1 com Élber pela direita, deixando Arrascaeta que volta de contusão para o segundo tempo. O time foi firme em seu propósito: linhas recuadas sem a bola, forçando o jogo pelo lado esquerdo com ela. E procurando principalmente Thiago Neves, desta vez brilhando mais nos movimentos que com as bolas no pé. Faltou alguém no primeiro tempo para aproveitar os espaços deixados por ele. E mais uma vez faltou Rafael Sóbis.

No Palmeiras, Cuca também apostou no 4-2-3-1, com muita pegada no meio e Felipe Melo de volta. Ainda que tenha tido mais posse de bola na etapa inicial, não levou perigo ao gol de Fábio. Foi controlado pelo Cruzeiro porque era lento pra sair e não achou espaço entre as linhas para jogar. Borja mais uma vez decepcionou e só foi percebido quando fez falta nos jogadores adversários.

 

O panorama só mudou quando passou a ser obrigatório buscar algo. Primeiro para o time de Cuca, que avançou com as entradas de Keno e Raphael Veiga. Passou a ceder mais espaços, naturalmente. E a oferecer mais riscos, ainda que seguisse sem conseguir finalizar contra o gol adversário. Mas em jogos assim, uma bola muda tudo. A bola de Keno, chutada de forma despretenciosa, que desviou no caminho e matou Fábio.

 

Em desvantagem, foi a vez do Cruzeiro se abrir. Antes, Mano já tinha mexido mal ao sacar Élber e não Sóbis para a entrada de Arrascaeta. Colocou em campo Raniel mas também não ameaçava. Daí vem o erro fatal de Cuca, que imediatamente após o gol colocou Tchê Tchê no meio e fez seu time andar para trás quando finalmente tinha o relógio e o psicológico a favor. Se acadelou. Permitiu que o Cruzeiro rondasse a área. E em jogos assim, uma bola muda tudo. Bola perfeita de Alisson aproveitando a movimentação de Diogo Barbosa, esquecido por Roger Guedes na inacreditável marcação individual do Palmeiras.

 

Classificação justa do Cruzeiro, embora o jogo desta quarta não merecesse gols. Ao longo dos 180 minutos, foi melhor por mais tempo. E fez um jogo seguro em Belo Horizonte mais uma vez. Ainda falta algo para deslanchar, mas Mano Menezes leva de novo à equipe a semifinal da Copa do Brasil. De novo (provavelmente) contra o Grêmio. Agora, com menos responsabilidade e nenhum favoritismo. Mas ainda precisando vencer para salvar um 2017 de mais decepções do que noites como a desta quarta.

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