Opinião
Larghi enxergou o óbvio
22 fevereiro, 2018
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Ao contrário do jogo que culminou com a saída de Oswaldo de Oliveira, ontem o Atlético-MG passou sem sustos na Copa do Brasil. Atuação de manual para tirar a invencibilidade do Botafogo-PB na temporada com direito a goleada: 4×0. O ainda interino Thiago Larghi repetiu o que fez no clássico contra o América (quando também venceu com boa margem apesar da arbitragem confusa): defesa segura e aproveitamento dos espaços.

 

Thiago Larghi, Atlético-MG, Copa do Brasil,

Bruno Cantini – Atlético

Não é de hoje que o Galo sofre com o sistema defensivo. Leonardo Silva não tem mais o mesmo poder de recuperação de outros tempos e Gabriel começou mal a temporada. O time que vem nos últimos anos se caracterizando por sofrer muitos gols passou ontem a segunda partida seguida em branco. Especialista na análise de desempenho, Larghi percebeu o óbvio: era preciso fazer o time mais seguro.

 

Para isso, fixou Adilson em frente à linha defensiva. Trouxe Erik para jogar por dentro, muitas vezes ao lado de Elias no 4-1-4-1. Com o atacante fazendo a função, perde em qualidade de passe mas ganha em velocidade para as transições. Deixou de lado a insistência com o indolente Cazares ou a pouca leitura dos espaços de Otero. Longe de ser brilhante, Erik consegue cumprir o mais importante para a função definida pelo técnico: fecha rápido as linhas quando o time perde a bola e aparece na frente quando ela é recuperada. Eficiente.

 

Depois de algumas dificuldades nos primeiros minutos, o Atlético saiu na frente com o gol de Róger Guedes e lidou com o jogo como fez no fim de semana. Deu a bola ao adversário e esperou. Esperou até os espaços ficarem claros para matar o jogo. No domingo, com Thomás Andrade. Ontem, com Cazares. Velocidade nos contra-ataques e resultado definido, com direito a Ricardo Oliveira balançando a rede pela terceira partida consecutiva e Otero chegando a seis assistências na temporada (superando Neílton, do Vitória).

 

Ainda é cedo para qualquer diagnóstico definitivo sobre o futuro de Thiago Larghi como técnico. O Atlético-MG venceu dois times mais fracos que ele tecnicamente e usou estratégia semelhante: contra-ataque e transições rápidas. Não vai funcionar sempre e será preciso maior repertório (principalmente quando sair atrás no placar). Mas o interino parece ter enxergado o óbvio e a diretoria precisa fazer o mesmo. Para definir se ele fica ou para buscar alguém que consiga entender a melhor maneira de fazer o Galo render.

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