Opinião
Liderança do América não é por acaso
2 agosto, 2017
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Difícil imaginar uma queda de rendimento que faça o América ficar fora da Série A em 2018. As chances, segundo o Departamento de Matemática da UFMG, já são de 89,8% após mais uma vitória: 3 a 2 sobre o Londrina, o melhor visitante da Série B. O campeão do primeiro turno com uma rodada de antecipação segue abrindo vantagem na ponta e completou 12 jogos de invencibilidade. Não é por acaso.

 

América, Londrina, Série B, Matheusinho,

Agência Estado

A começar pela permanência de Enderson Moreira, cotado por pelo menos três times da primeira divisão. A proposta que mexeu mesmo com a cabeça do treinador foi a da Chapecoense, que veio à Belo Horizonte mas ouviu um não. Outros times já haviam procurado o treinador, que optou por dar sequência ao trabalho mesmo após o Campeonato Mineiro sem brilho.

 

Mas acreditou nos bons reforços que estavam por vir. Enquanto o Internacional, atual vice-líder, foi em busca de reforços de Série A como Camilo e Damião, o América montou seu time para disputar o acesso. Norberto, Neto Moura, David, Luan e Bill são alguns nomes que possivelmente não estavam e não estarão no radar dos grandes clubes. Mas que se encaixam perfeitamente no que a competição pede: força física, briga e boa capacidade técnica. Os bons reforços, foram mesclados com jogadores importantes formados no clube como Messias, Zé Ricardo e Matheusinho (capítulo a parte).

 

Contra o Londrina, nova demonstração de força. Saiu atrás com gol no início e teve dificuldade para marcar o ótimo Arthur. Mas teve paciência para buscar o empate ainda no primeiro tempo, em pênalti que eu não marcaria. E buscar a virada na etapa final com o brilho de Matheusinho, que segue ganhando espaço e correspondendo com a sequência de jogos. Com apenas 19 anos, tem potencial de crescimento sem tamanho e deve chegar a 2018 maduro o suficiente para mostrar bom nível na Série A.

 

Caso confirme o acesso no fim do ano, o Coelho terminará no G-4 em suas três últimas participações na Série B (não subiu em 2014 por um erro administrativo da diretoria). É um clube que segue se organizando fora de campo e que dá sinais claros que já conhece o caminho para chegar ao topo. Falta encontrar uma maneira de se manter. Não é simples. Mas de tanto bater e voltar, uma hora acaba ficando.

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