Opinião
Mata mata é pra se ganhar
20 Abril, 2017
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Em 180 minutos, foram 23 finalizações do São Paulo contra 14 do Cruzeiro. Nas duas partidas, o time paulista teve mais a posse da bola (65% no Morumbi, 57% no Mineirão). Não o suficiente para seguir adiante na Copa do Brasil. Os números mostram que o time de Rogério Ceni jogou mais, o que não quer dizer que tenha sido injusta a classificação de Mano Menezes e sua turma.

 

cruzeiroxsaopaulo No Mineirão, 30 minutos em altíssima intensidade. Principalmente pelo comportamento do São Paulo, que tinha desvantagem de dois gols no marcador. Rogério Ceni foi obrigado a fazer mudanças por conta da exigência física de uma sequência dura e optou pelo 4-3-3. Ganhou o meio-campo com João Schmidt, Cícero e Wesley, fez seu time assumir o controle do jogo e gerar superioridade em todos os setores do campo onde estivesse a bola. Pressão forte para a retomada que obrigava o Cruzeiro a dar muitos chutões e a sofrer. O 1 a 0 do primeiro tempo só não foi maior graças a mais uma grande atuação de Hudson, desarmando e correndo para todos os companheiros.

 

Mas já nos últimos 15 minutos da etapa final, o time paulista dava indícios de queda na intensidade. Não é fácil jogar 90 minutos como quer Rogério Ceni. Por isso, não só o time oscila muito ao longo dos jogos mas também sofre com jogadores no Departamento Médico. Cueva voltou claramente abaixo do que pode, Jucilei teve que ficar fora dos titulares mas entrou cedo e Bruno voltou a se machucar. O corpo cobra. Na etapa final, em nenhum momento, o São Paulo conseguiu repetir seus melhores momentos no jogo.

 

Bom para o Cruzeiro que empatou em cobrança de falta de Thiago Neves, assumiu o domínio do jogo e só não definiu a classificação porque não estava em noite das mais inspiradas e Mano Menezes demorou para reoxigenar o setor ofensivo com substituições. No abafa sem grandes pretensões, o São Paulo achou um gol com Gilberto e voltou a jogar por uma bola, que não veio.

 

Foi um bom jogo de dois bons times. O São Paulo fica pelo caminho mas deixa ótima impressão após alguns jogos de críticas duras. Mas é preciso que Rogério Ceni e a comissão técnica saibam dosar nos jogos e nos treinos para que o time consiga ter regularidade. Ao Cruzeiro, a perda da invencibilidade pode cair bem. Não existe só uma maneira de jogar e a de Mano está longe de ser a mais vistosa. Mas surtiu efeito em um confronto duro. É preciso saber que com o time que tem, é possível jogar mais e sofrer menos.

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Cristiano Maia

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