Opinião
Menos burocracia é o caminho para o Cruzeiro
12 junho, 2017
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Mano Menezes tem razão quando diz que o Cruzeiro jogou melhor que o Atlético-GO neste domingo no Mineirão. A vitória por 2 a 0 veio com folga e poderia ter sido por margem ainda maior. Mas os números que indicam a soberania não são tão claros assim, e precisam ser aprofundados.

 

Cruzeiro, Abila, Atlético-GO, Campeonato Brasileiro,

Cristiane Mattos / Futura Press

Diante de um candidato a pior time do Campeonato e precisando vencer a qualquer custo após duas derrotas seguidas, era natural que o Cruzeiro ocupasse o campo de ataque desde o início. Mudou a postura sem a bola em relação ao jogo contra a Chapecoense, com linhas mais adiantadas e tentativa de retomar a bola ainda no setor ofensivo. Funcionou, mas travou com a bola nos pés. Ainda que tivesse muitos jogadores no último terço, parecia uma repartição pública no primeiro tempo: lento e burocrático.

É verdade que o time trocou mais de 300 passes só na etapa inicial (não 500, como disse o treinador). Mas a maioria deles entre zagueiros, laterais e volantes. Todos os movimentos pareciam mecanizados. Faltava iniciativa individual e tomadas de decisão mais rápidas para conseguir escapar do 4-1-4-1 bem armado por Doriva, que ocupava toda a faixa à frente da área defensiva do Atlético. Dos mais de 400 toques na bola da equipe celeste no primeiro tempo, mais de 70% deles foram no campo de ataque, mas apenas 10 dentro da área.

 

Melhorou no segundo tempo, quando Alisson fez o time ficar mais agudo. E quando deixou a burocracia de lado, nos passes de calcanhar de Thiago Neves e na letra de Cabral, surpreendendo o adversário e abrindo os espaços para entrar dentro da área. Dois gols de Ábila, mais uma vez fundamental, ainda que o técnico não goste de tê-lo no time.

 

A vitória serviu para aliviar a pressão antes de uma semana dura, com Corinthians e Grêmio pela frente. Mas ainda indica que o DNA de Mano precisa ser reduzido no time do Cruzeiro. Com a bola, menos organização e burocracia podem fazer bem a um time com talento e com o poder de definição do camisa 9 argentino.

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