Opinião
Micale dá sinais e mostra coragem no Atlético
31 julho, 2017
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Depois de três derrotas consecutivas, a necessidade maior no Atlético-MG era de um choque de gestão. Perceber o ambiente e trabalhar para melhorar o rendimento e recuperar jogadores é o único caminho para fazer com que o time jogue ainda em 2017 o futebol que dele se espera. Para isto, são necessárias algumas atitudes radicais e muita coragem. Como barrar Elias e Robinho para apostar em Gustavo Blanco e no esquecido Pablo. Funcionou.

 

Coritiba, Atlético-MG, Coragem, Cazares,

Giuliano Gomes/PR Press

Não que o Atlético tenha feito um jogo brilhante contra o Coritiba, que também vinha de três derrotas consecutivas mas possui menos material humano para o recém-chegado Marcelo Oliveira. Mas foi sólido, valente e correto jogando mais uma vez bem fora de casa. Começou marcando no campo de ataque, sufocando o adversário e usando bem os lados do campo. Teve um gol mal anulado, marcou em pênalti inexistente e ainda desperdiçou outra penalidade mal marcada. Em 25 minutos poderia ter definido o jogo.

Ainda que não tenha resolvido e que o ritmo tenha caído daí em diante, em nenhum momento a vitória pareceu ameaçada. O Galo recuou suas linhas, deu mais campo e escancarou a dificuldade enorme que o Coritiba possui para criar. Matheus Galdezani não conseguiu ser o homem surpresa que foi no início da competição. E Marcelo Oliveira só fez encher o time de atacantes e esvaziar de vez o meio-campo. Bom para o Atlético que matou o jogo com Rafael Moura, que já havia perdido outra chance clara no início da etapa final.

 

Vitória incontestável de um Atlético que parece reconhecer que é preciso suar antes de pensar em jogar bem. A escolha dos titulares deste domingo é um recado claro e corajoso de Rogério Micale: comprometimento e futebol vem antes do currículo nas suas decisões. Com respaldo, pode dar resultado. Mas é preciso que sirva para recuperar e não abandonar as “estrelas” do elenco que vinham devendo futebol.

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