Opinião
Se não é fácil ser vidraça na A, imagina na B
23 agosto, 2017
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É recorrente no Campeonato Brasileiro de 2017: o time visitante se fecha, não oferece espaços para o mandante jogar e aproveita os contra-ataques. Não é por acaso o alto número de vitórias de quem joga fora de casa (uma a cada três jogos, em média). Falta qualidade e capacidade para propor o jogo, buscando infiltração sem oferecer espaço para os contragolpes. Ser pedra tem sido mais fácil que ser vidraça. Agora imagine a mesma situação em um nível ainda inferior, na Série B.

 

América, Criciúma, Série B, Vidraça, Matheusinho,

Daniel Hott – América

É o que sofre o América, ainda líder (embora possa ser finalmente ultrapassado pelo Internacional nesta sexta). Nos últimos quatro jogos, apenas uma vitória. Se tornou mais visado e os resultados ficam mais difíceis a cada rodada, ainda que o time mantenha um bom desempenho.

 

Como teve na noite de ontem, diante do Criciúma no Independência. Reações rápidas à perda da bola no campo de ataque, pressionando a saída e amassando o adversário. Intensidade e paciência para buscar o resultado, principalmente nos primeiros trinta minutos. Aos poucos, foi entrando o cansaço e a pressa. As chances reais minguaram.

 

Méritos para um adversário que não quis nada além do empate. Que não fez questão alguma de contra-atacar ou de ficar com a bola para respirar. Mas que “soube sofrer” e se defendeu muito bem e com muita gente. Luiz Carlos Winck muitas vezes chegou a ter cinco jogadores na primeira linha defensiva. Terminou o jogo com apenas 41% de posse e pouco mais de 200 passes completados, só finalizou três vezes contra 13, mas segurou o empate sem gols. Fez o máximo que podia fazer com a estratégia que assumiu.

 

Vai ficar cada vez mais difícil para o América, que terá adversários dispostos a levar cada vez menos dos jogos, principalmente no Independência. Mas é preciso cabeça fria para entender a oscilação normal e as dificuldades que a mudança de pedra para vidraça iriam trazer. O trabalho de Enderson Moreira segue impecável e ainda que a liderança se vá no fim de semana, é difícil imaginar que com desempenhos como o de ontem o time não voltará para a Série A em 2018. Para voltar a ser pedra.

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