Opinião
“Novo” Santos foi letal em Salvador
21 junho, 2017
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Ainda é cedo para dizer que não há resquícios do trabalho de Dorival Júnior ou que Levir Culpi mudou tudo no Santos. Mas a partida desta quarta em Salvador mostrou que o time já sabe para onde vai com a mudança no comando. Menos posse, menos toques, mais objetividade. Funcionou bem diante do Vitória.

 

Santos, Vitória, Campeonato Brasileiro, Copete,

Adilton Venegeroles/A Tarde/Futura Press

Foi o jogo com menos passes (246 certos, 37 errados) e com a menor posse do Peixe no Campeonato (40,5%). Ainda que Levir carregue como marca times ofensivos, com zagueiros próximos da linha de meio-campo, hoje foi bastante diferente. Marcando atrás e congestionando o meio, o Santos parecia sempre pronto para roubar a bola e chegar à área com o mínimo de toques. Foi assim que saiu o primeiro gol: Bruno Henrique retomou a bola no campo de defesa, deu três toques na bola antes de acionar Copete em profundidade.

No segundo tempo, com a vantagem, a postura não mudou. A alteração foi um Vitória melhor graças à Neílton, que não deveria ficar fora. Com ele, Gallo deu profundidade e velocidade ao time que passou a finalmente incomodar o ótimo Vanderlei, que mais uma vez garantiu o resultado. Houve pênalti não marcado nele e um outro que Héber Roberto Lopes marcou e Kieza desperdiçou.

 

No fim, o segundo gol de um Peixe letal. Bruno Henrique ganhou na velocidade de Fred, em noite trágica, e serviu mais uma vez Copete para definir o resultado.

 

No Brasileiro onde ter a bola não parece o melhor caminho, o Santos rende mais com Levir. Completou cinco jogos sem sofrer gols mas segue produzindo bem ofensivamente. Mesmo trocando menos passes e tendo menos bola, só não finalizou mais na estreia, contra o Fluminense.

 

Sem encantar, foi letal para afundar ainda mais o Vitória. E seguir próximo dos líderes.

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