Opinião
O jogo das imperfeições no Allianz
29 junho, 2017
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Duas semanas atrás, intensidade e volume no Mineirão nos 3×3 entre Cruzeiro e Grêmio pelo Campeonato Brasileiro, o melhor jogo do ano por estas terras. Ontem, outra igualdade em três gols para cada time. Palmeiras e Cruzeiro fizeram um jogo não tão bom mas também bastante emocionante no Allianz pela Copa do Brasil. Os méritos: souberam se aproveitar das imperfeições dos rivais em uma noite improvável.

 

Cruzeiro, Palmeiras, Thiago Neves, Copa do Brasil,

Marcos Ribolli/Globoesporte.com

Improvável porque não é comum um time jogar em casa dando tantos espaços como o Palmeiras no primeiro tempo. Apesar de ter começado bem, com Guerra articulando o meio-campo, viu o seu “castelo de cartas” das longas perseguições individuais de Cuca ruir com o antídoto lógico. O Cruzeiro de Mano esperava atrás para roubar a bola e desorganizar o adversário com passes rápidos e muita movimentação.

Abriu o placar em contra-ataque de manual, chegando com cinco jogadores contra três defensores de um Palmeiras com muitas dificuldades na transição defensiva. No segundo, movimentação de Sóbis arrastando os zagueiros e abrindo um buraco enorme para a infiltração de Romero. No terceiro, de novo Sóbis e Thiago Neves levando os zagueiros para longe da área e foi a vez de Alisson aproveitar. Três finalizações. Três a zero. Um primeiro tempo perfeito para um Cruzeiro que soube explorar a principal fraqueza do adversário.

 

Parecia definido, mas não é dos times de Cuca se entregar facilmente. A mudança do técnico do Palmeiras com Borja na vaga de Guerra, esvaziou o meio para ocupar a área adversária. Empurrou o Cruzeiro para trás no estilo “Porco Doido”. Pressionou cruzando na área mas, principalmente, brigando pela segunda bola. Mano e seu time demoraram para perceber que era preciso mais gente para disputar as jogadas. Quando viram, já era tarde: dois gols de Dudu e um de Willian deixaram o placar igual. A equipe celeste não entendeu a mudança no jogo a tempo e voltou a mostrar muita dificuldade nas bolas paradas defensivas. Fatal. Poderia inclusive ter virado não fosse mais uma boa atuação de Fábio, segurando a partida insegura mais uma vez de Caicedo.

 

Se antes da bola rolar fosse oferecido ao Cruzeiro um empate por 3×3, deveria ser aceito e o jogo cancelado. Pelas circunstâncias, porém, não parece tão bom assim. Uma vaga encaminhada em 45 minutos num duelo de 180 acabou ficando em aberto para a volta no Mineirão. Um mês para os times consertarem as imperfeições e tentarem mais uma vez explorar os erros do rival. Desta vez, para definir.

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