Opinião
Palmeiras precisa de calma mas nem tanta
16 março, 2017
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Como dizer que jogou mal um time que teve 68% de posse de bola e 13 finalizações contra sete do adversário (quatro a um na direção do gol), acertando mais que o dobro de passes*? Como dizer que jogou bem um time que só venceu o modesto Jorge Wilsterman por 1 a 0, em casa, com o gol da vitória saindo aos 50 minutos do segundo tempo?

 

palmeiras_mina_libertadores O futebol não é tão simples nem tão complexo. Mas é verdade que o Palmeiras venceu um jogo duro na Libertadores, diante de um adversário defensivo e muito bem organizado no 4-5-1, negando espaços na entrada da área para as organizações ofensivas do time de Eduardo Baptista. Olhar só para o país ou para o nome do adversário é não reconhecer que o jogo de futebol é muito mais do que 22 jogadores correndo atrás de uma bola. Com uma estratégia que lembrou bastante a da Costa Rica no último Mundial (ótima lembrança do amigo Dassler Marques), os visitantes amarraram o jogo, ganharam tempo e se defenderam muito bem ao longo de todos os 90 minutos.

Reduzir a atuação do Palmeiras apenas ao placar é pouco. E o time de Eduardo Baptista teve controle da partida no campo ofensivo, cada vez mais bem adaptado ao “perde-pressiona”, com muita intensidade para tentar retomar a bola o mais rapidamente possível. Segue mostrando organização e avanços importantes no jogo coletivo que devem fazer o time crescer cada vez mais. Principalmente peças como Felipe Melo, de ótimo segundo tempo, acelerando a saída e encontrando companheiros em boas condições com passes verticais. É preciso paciência para que o trabalho possa evoluir e encaixar.

 

Mas em campo, o Palmeiras não precisa ter tanta paciência como teve ontem e isto Eduardo precisa entender. A intensidade da pressão no fim após as entradas de Keno e Roger Guedes, que fizeram o time da casa chegar com oito dos 10 jogadores de linha dentro da área do Wilsterman no lance que definiu a partida, poderia acontecer mais cedo. Acelerar mais usando as boas opções no campo de reserva, poderia não deixar tanto sofrimento para o fim.

 

O torcedor precisa ter paciência com o trabalho do treinador. Eduardo, nem tanta para fazer o time vencer. O Palmeiras jogou bem na vitória dura sobre o Wilsterman, mas ela poderia vir com menos dose de sofrimento.

*Estatísticas: Footstats

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