Opinião
Quanto menos bota fogo, mais Botafogo
27 junho, 2017
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Foi um filme repetido na noite desta segunda no Engenhão: Botafogo com amplo favoritismo, assumindo o protagonismo e deixando de ser o time que luta por cada centímetro do gramado. O resultado diante do Avaí foi o mesmo da derrota para o Barcelona-EQU na Copa Libertadores, mostrando mais uma vez que o time só funciona no limite.

 

Joel, Botafogo, Avaí, Campeonato Brasileiro,

Agência Estado

Jair Ventura acertou ao dizer que o 2×0 para o Avaí tem pouco a ver com o esquema. É preciso concordar. Em outras partidas, o Botafogo usou três meias atrás de um atacante e venceu jogando futebol consistente. A derrota desta segunda tem mais a ver com a postura, ainda que o time tenha finalizado muito (29 ao todo, nove certas) e tido o controle da bola (66,6% de posse).

É verdade também que o gol cedo marcado por Joel com ajuda da implacável lei do ex em lance de pelada ajudou a deixar o Botafogo ainda mais aberto. É possível dizer também que a saída de Montillo logo depois de sofrer o primeiro gol atrapalhou ainda mais os planos e deixou um clima de apreensão no ar que não faz bem a este time. Mas é inegável que quanto mais “relaxado” o time joga, mais dá chances ao azar. Contra o Avaí o time de Jair Ventura desarmou pouco (12 vezes) e cruzou bolas para a área como nunca (foi recordista de escanteios em um só jogo do Brasileiro, com 17).

 

Em geral, o time repetiu o que já fizeram diversos outros no Campeonato Brasileiro quando perdiam em casa: assumiu o controle da bola e mostrou poucas ideias, insistindo na bola aérea. Não se recuperou.

 

Pontos como estes, em casa, normalmente são irrecuperáveis. Méritos para o Avaí, que soube aproveitar as poucas chances que teve (finalizou certo três vezes e marcou dois gols) e que mostrou que Douglas pode ser importante ganhando confiança no gol, assim como os recém-contratados Juan e Joel melhoram o poder de fogo do time.

 

A primeira vitória como visitante no Brasileirão mostra ao Avaí um caminho a seguir. E ao Botafogo dá mais uma lição de que é preciso sempre esticar a corda ao limite. Acelerar além da conta e tirar os pés do chão é o caminho para deixar escapar pontos preciosos.

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