Opinião
Quem são os adversários do Cruzeiro na Libertadores?
21 dezembro, 2017
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Foram sorteados ontem a noite os grupos da próxima edição da Copa Libertadores da América. Como de costume, o Marcação Cerrada avalia os rivais dos times mineiros na competição. Em 2018, será o Cruzeiro, cabeça de chave do grupo 5 que ainda vai demorar para conhecer o seu último adversário mas que já sabe que não terá vida fácil na competição. Seguem detalhes sobre os concorrentes:

 

UNIVERSIDAD DO CHILE (CHI)

Campeão do torneio Clausura em 2017, a Universidad do Chile foi muito criticada pelo futebol apresentado na última temporada. No torneio encerrado em maio, foi a campeã com 9 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, ficando um ponto a frente do Colo-Colo. Depois de começar mal a competição, cresceu na reta final e só assumiu a ponta faltando duas rodadas para o fim. Mas perdeu Felipe Mora, artilheiro da competição com 13 gols, negociado no meio do ano com o Cruz Azul do México.

 

Treinado pelo argentino Guillermo Hoyos, que iniciou a carreira no Barcelona B, foi forte ao mercado em busca de reforços mas não conseguiu mais do que o terceiro lugar no Torneio Transición, encerrado em dezembro. Ainda que tenha repetido a campanha: 9 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, ficou três pontos atrás do Colo-Colo desta vez.

 

Atualmente o principal destaque da equipe é o atacante da seleção chilena Pinilla, marcado pela bola na trave na última Copa contra o Brasil no Mineirão. Contratado para substituir Mora, fez sete gols no último torneio. Além dele, chegaram o bom volante Rafael Caroca (não confundam com o ex-jogador do Atlético) e o também volante Felipe Seymour, de passagem absolutamente sem brilho pelo Cruzeiro. Outro nome da U que é conhecido do cruzeirense é o meia Lorenzetti que em algumas temporadas esteve na mira da diretoria.

 

Além de Pinilla, a equipe conta com outros três jogadores que vinham sendo chamados frequentemente para a seleção chilena: os experientes goleiro Johnny Herrera, o zagueiro Jara (aquele da dedada em Cavani) e o lateral esquerdo Beausejour.

 

Universidad do Chile e Cruzeiro já se enfrentaram na Libertadores em duas oportunidades: 2009 e 2014 e em ambas os mineiros venceram as duas partidas. Os chilenos costumam jogar no 4-3-3 e estão de olho em reforços para 2018. Além da possibilidade da volta de Montillo, devem acertar a chegada do volante venezuelano Soteldo, eleito o melhor estrangeiro do último campeonato nacional.

 

RACING (ARG)

Com novo técnico, o Racing vive incertezas para 2018. Chacho Coudet chega ao clube após passagem frustada pelo futebol mexicano. No Tijuana, não conseguiu domar o vestiário. Mas teve grande passagem pelo Rosário Central, que eliminou o Palmeiras da competição. Costuma apostar em times agressivos e ofensivos e substituirá Diego Cocca.

 

O Racing foi o quarto colocado no Campeonato Argentino 2016/2017 com 17 vitórias, 4 empates e 9 derrotas. Apresentou um ataque forte e muitos problemas na defesa. Acuña foi o líder em assistências (13), Ibarguen se mostrou um bom reforço vindo do Atlético Nacional, e a dupla de ataque formada pelo experiente Lisandro López e o jovem e promissor Lautaro Martinez também se mostrou confiável. O problema é saber até quando o clube poderá contar com a estrela do setor, de apenas 20 anos. Martinez está avaliado em 13 milhões de euros e já tem proposta do Atlético de Madrid, mas a princípio permanecerá no clube até o meio do ano que vem.

 

Time de bola parada forte e de muitas finalizações de média distância, começou muito mal a atual edição do Campeonato Argentino. É o 14º colocado com 4 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. Vinha alternando duas linhas de quatro e alguns jogos com três zagueiros mas deve mudar a forma de jogar com a troca de comando. Além de Coudet, o ídolo Diego Milito foi apresentado nesta semana como o diretor de futebol.

 

Para 2018, a ideia inicial é contratar dois zagueiros, um volante e um meia pelo menos. Alejandro Donatti e Damián Musto, que já trabalharam com o atual treinador, são alguns dos nomes cotados. Mas é bom também olhar alguns bons jovens do elenco que podem ganhar mais espaço a partir de janeiro.

 

VENCEDOR 3 – O último adversário do grupo sairá de cinco times que vão se enfrentar em mata-mata de três fases até que sobre apenas um. Os favoritos são Vasco e Jorge Wilsterman na minha opinião. Segue uma breve análise sobre cada um dos postulantes:

 

VASCO

Oitavo colocado no último Campeonato Brasileiro, manteve Zé Ricardo no comando para o próximo ano mas ainda vive total instabilidade política. A eleição será definida pela justiça, o que pode atrapalhar o planejamento para 2018. De toda forma, já contratou o volante Leandro Desábato, ex Vélez e está mirando o promissor Ricardo, destaque da Luverdense na Série B. Outro possível reforço é o atacante Rildo. Mostrou no Brasileiro bom trabalho defensivo e pouco poder de fogo. Também deve ter jovens como protagonistas em 2018.

 

UNIVERSIDAD CONCEPCIÓN (CHI)

O jovem time chileno (apenas 23 anos) foi o último classificado para a Libertadores, após bater a Union Española no duelo dos melhores classificados sem vaga para o torneio continental no Chile. Em 2004, sua única participação na Libertadores, esteve no grupo do Cruzeiro e fez apenas dois pontos em seis jogos. Contra os mineiros, duas derrotas: 5×0 em Belo Horizonte e 3×1 no Chile. O treinador é Francisco Bozan, o mais jovem da história da elite chilena, com apenas 31 anos.

 

No Clausura 2017, foi o terceiro colocado com 24 pontos, seis a menos que a Universidad do Chile. O detalhe é que apesar da boa campanha, teve o pior ataque da competição (16 gols em 15 jogos). No torneio que chegou ao fim em dezembro, caiu de produção e ficou com o 10º lugar (apenas 3 vitórias em 15 jogos). O destaque do time é o volante e capitão argentino Alejandro Camargo. Além dele, chamam a atenção o zagueiro paraguaio Gustavo Mencia e o experiente meia Hugo Droguet, de 35 anos, com passagens pela seleção e contratado nesta temporada. Foi dele, aliás, o gol da classificação para a Libertadores 2018.

 

JORGE WILSTERMANN (BOL)

Terceiro colocado no Clausura 2017 com 12 vitórias, 4 empates e 6 derrotas (perdeu três pontos por escalar cinco estrangeiros no clássico contra o Bolívar), o Jorge Wilstermann foi um dos nomes da última Libertadores. Eliminou o Atlético-MG nas oitavas de final e fez grande jogo na ida contra o River Plate nas quartas. Mas acabou levando 8×0 na Argentina e foi eliminado da competição de forma vexatória apesar da campanha histórica. O técnico Roberto Mosquera deixou o clube após o vexame e foi substituído pelo boliviano Alvaro Peña.

 

No último boliviano, começou bem e chegou a liderar a competição por nove rodadas seguidas, mas caiu de desempenho por conta da divisão de interesse com a Libertadores e terminou apenas em terceiro. Gilbert Alvarez, foi o artilheiro da competição com ótima marca: 15 gols em 20 jogos. Segunda melhor defesa da competição, chegou a atuar com três zagueiros em alguns jogos. Entre eles, está Alex Silva, com passagem pelo Cruzeiro em 2012.

 

O zagueiro não é o único brasileiro do elenco, que conta ainda com Serginho (que já defendeu Araxá e Boa Esporte), um dos principais destaques individuais no clube. Carlinhos, que jogou o último mineiro pela URT, deve deixar o clube no final deste ano. Outra baixa para 2018 será um dos destaques do time: o goleiro chileno Raúl Olivares, que teve ótima atuação no Mineirão diante do Galo, deve atuar no México na próxima temporada.

 

ORIENTE PETROLERO (BOL)

Classificado à Libertadores graças ao terceiro lugar geral no Boliviano, o Petrolero foi apenas o 6º colocado na última competição nacional (7 vitórias, 7 empates e 8 derrotas). Mostrou uma defesa frágil e foi presa fácil para o Atlético Tucuman na última edição da Copa Sul-Americana. Para ajustar o aumento do número de vagas para a Libertadores, o torneio Boliviano teve três turnos ao todo e o time somou 28 vitórias, 15 empates e 22 derrotas. Francisco Takeo foi o técnico interino na reta final e será substituído pelo argentino Néstor Clausen, que chega ao Petrolero para a sua terceira passagem.

 

Um dos destaques do time é o jovem zagueiro Luis Haquin, de apenas 20 anos. Convocado para a seleção nas últimas rodadas das Eliminatórias, renovou recentemente o vínculo até 2020. O mesmo não pode ser dito do principal jogador da equipe, o goleiro Romel Quiñonez (que disputou as duas últimas edições da Copa América). Emprestado pelo Bolívar até o fim do ano, ainda não sabe se poderá permanecer em 2018.

 

A diretoria já está trabalhando pensando em 2018 e contratou o primeiro reforço para a Libertadores. O zagueiro paraguaio Jorge Paredes já assinou e o próximo alvo é o polêmico atacante argentino Alejandro Quintana.

 

UNIVERSITÁRIO (PER)

É gravíssima a crise financeira enfrentada pelo Universitário, 4º colocado no último Campeonato Peruano (curiosamente foi o 4º colocado nas três competições: torneio de verão, Apertura e Clausura). No total foram 44 jogos, com 21 vitórias, 12 empates e 11 derrotas. No entanto, as perspectivas para 2018 são ruins. O clube foi proibido de registrar novos jogadores até dezembro do ano que vem por conta da falta de pagamento de salários e impostos. Por isso, corre contra o tempo para renovar o vínculo com o atual elenco, mas sem loucuras financeiras.

 

Com isso, já teve algumas baixas importantes e deve ter outras. O goleiro Carlos Cáceda não fica para a próxima temporada e o meia Alexi Gomez foi negociado com o futebol mexicano. O meia venezuelano Arquímedes Figuera, que disputou a última Copa América, está emprestado e também tem a permanência em cheque.

 

O principal problema, porém, está no ataque. Setor mais forte do time em 2017, teve como principal destaque o experiente panamenho Luis Tejada, de 35 anos. Com 18 gols, foi o terceiro artilheiro da competição. Insatisfeito com a proposta de renovação apresentada pela diretoria, pode atuar no Melgar a partir de janeiro.

 

Pelo menos o técnico argentino Pedro Troglio, apesar do interesse do Godoy Cruz, prometeu permanecer. E contará com o retorno de Raul Tito e Ugarriza, que estavam emprestados ao Real Garcilaso para tentar remontar o time, que neste ano foi eliminado pelo Deportivo Capiatá na primeira fase da Libertadores.

 

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