Opinião
Reconstrução e desespero em Santa Catarina
30 Maio, 2017
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O clássico catarinense que fechou a terceira rodada do Campeonato Brasileiro mostrou o quão diferente estão os estágios de Chapecoense e Avaí neste início de competição. A distância entre os dois é maior que o 2×0 de vantagem no placar, que deu a liderança provisória à Chape exatos seis meses depois da tragédia na Colômbia.

 

Chapecoense, Avaí, Campeonato Brasileiro,

Futura Press

E esta distância pode ser vista nos números do duelo na Arena Condá. 59% de posse de bola para os donos da casa, com 22 finalizações contra 10 (6 a 3 no alvo). A Chapecoense foi soberana do início ao fim do confronto em todos os aspectos: físico, tático e emocional.

Reconstrução pautada em vários fatores, mas o principal deles o elenco homogêneo entregue a Vagner Mancini, que faz ótimo trabalho. Ao longo da até aqui atribulada temporada (com 35 jogos), vários jogadores tiveram chances de jogar e o time foi sofrendo mudanças importantes de peças. De Jandrei no gol a Arthur no ataque, passando por Seijas a “última” novidade que deu o toque que faltava ao meio-campo do time.

 

Se a Chapecoense soube se reinventar, o mesmo não se pode dizer do rival. Com a base que disputou a Série B do ano passado e poucas contratações, o Avaí chega com poucas condições de competir. Após três rodadas, já está na zona do rebaixamento e ainda não marcou um gol sequer. Poder de fogo baixíssimo (como já havíamos alertado no jogo contra o São Paulo), que não assusta só pelos poucos gols marcados mas pelas poucas chances criadas. Em todo o Campeonato, o Avaí só acertou o gol adversário seis vezes (média de duas por jogo). É difícil imaginar qual é o plano, na mesma medida que é difícil imaginar poder de reação, ainda que a competição esteja apenas no início.

 

O que se viu na noite desta segunda em Chapecó foi um time que se reconstruiu mais rápido do que imaginava-se. Ainda que a liderança seja provisória e que é difícil imaginar o time sonhando tão alto ao longo do Brasileirão, já é possível afirmar que a Chapecoense voltou ao seu rumo. Do outro lado, motivos de sobra para desespero. Será difícil para o Avaí competir em uma competição tão dura com o mesmo que teve no ano passado. Mesmo sem ter passado por uma tragédia, era preciso se refazer. A manutenção, não deve ser suficiente para a manutenção.

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