Opinião
Renato Gaúcho, mais imortal do que nunca
30 novembro, 2017
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O maior ídolo do torcedor gremista voltou ao clube para empilhar títulos e reconquistar a América. Pouco mais de um ano atrás, quando trocou Roger Machado por Renato Gaúcho, o Grêmio parecia cometer uma sandice. Veio o título da Copa do Brasil, com alto nível de atuação e ainda muito do modelo de jogo do antigo treinador. Aperfeiçoado na atual temporada, com o melhor futebol do país e o tricampeonato da Libertadores. Incontestável.

 

Renato Gaúcho, Grêmio, Libertadores,

Reuters

Mesmo jogando fora de casa, com a vantagem no placar, o Grêmio jogou. E muito. Fez primeiro tempo praticamente impecável diante do bem treinado Lanús, que exagerou no nervosismo e não conseguiu repetir o seu padrão de jogo por falhas técnicas que já haviam aparecido na ida. Marcando alto quando possível, controlando o passe no meio com o ótimo Arthur, usando a velocidade de Fernandinho e a qualidade e frieza de Luan, craque da Libertadores. Fez dois a zero com autoridade na etapa inicial e encaminhou o título, confirmado no segundo tempo com um gol de pênalti dos argentinos, Ramiro expulso, mas pouquíssimos sustos de fato.

O Grêmio, campeão da Libertadores 2017, foi o time que jogou bola. Para alguns, o tricolor campeão mais “vistoso” de todos os tempos. O time acostumado a ganhar taças com muita luta e fibra ganhou desta vez com muito futebol. Dentro e fora de casa. Atropelando os adversários mais fracos e controlando quase sempre os de nível mais elevado. Foi muito bem do início ao fim.

 

Renato Gaúcho coloca mais um título na prateleira como treinador. O primeiro brasileiro campeão da América como jogador e técnico. É preciso colocá-lo também em outra prateleira. Olhado torto pelo discurso praiano, avesso à modernidade e aos estudos. Mas na prática tem sido muito diferente: o Grêmio tem vários conceitos do que há de melhor apresentado mundo afora.

 

A mudança no calendário, com poucos dias para o Mundial, permite ao time sonhar ainda mais alto. Sem perder peças para o mercado europeu, com alto nível de concentração e ritmo e com um Real Madrid (caso ambos cheguem à final, como esperado) em baixa. Não é impossível. Nada parece impossível, para o Grêmio de Renato Portaluppi. Outra vez imortalizado na história do Grêmio.

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