Opinião
Até onde vai a responsabilidade de Roger no Atlético?
25 Maio, 2017
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Foi a segunda derrota consecutiva do Atlético-MG e em ambas é possível fazer praticamente a mesma avaliação. Um time que sabe o que quer e como quer, com volume e agressividade na medida certa, afundado por erros individuais graves. Assim foi construída a derrota para o Fluminense em casa, e ontem contra o Paraná pela Copa do Brasil.

 

Roger Machado Atlético-MG Paraná

Cristiane Mattos/Reuters

Antes de mais nada: é preciso falar sobre as atuações dos adversários. O Fluminense fez um jogo inteligente no Horto e já foi elogiado outras vezes neste espaço por ter um time leve e perigoso. Ontem o Paraná também fez um jogo cheio de méritos. Com a melhor defesa do país entre os times das Séries A e B, se defendeu como pôde diante de um adversário muito superior. Mas não fugiu ao seu estilo, com linhas baixas, ocupação de espaço na entrada da área e força nos contra-ataques e na bola parada ofensiva. Soube sofrer mas garantiu uma vitória fantástica em seu jogo mais importante em anos.

 

Mas não dá para dizer que o Galo jogou mal. Seguiu seus conceitos, com muita pressão no portador da bola para tentar retomar mais rápido e perto do campo de ataque. Trocou passes com paciência sem perder a velocidade e a dinâmica. Criou. Não dá para dizer que não poderia vencer um time que finalizou 20 vezes, oito na direção do gol. Um 5×3 a favor do Atlético não seria estranho, embora além da boa atuação de Léo no gol paranista, o time tenha de novo tomado algumas decisões ruins no terço final.

 

Se perdeu gols com Elias, Cazares e Fred ontem, desperdiçou vários também no domingo no Horto, o mais marcante deles com Maicosuel. Errou na frente e atrás. Um pênalti bobo de Marcos Rocha e Gabriel perdendo todas no corpo para Henrique contra o Flu. Victor mal em dois lances e o zagueiro mal posicionado em outro, definiram a vitória do Paraná.

 

O Atlético coletivamente é forte, cada dia mais, e Roger tem muitos méritos nisso. Mas não basta jogar bem se não estiver atrelado aos bons resultados. E os erros individuais também passam pelo treinador. É preciso exigir mais concentração e talvez mais nos (poucos) treinos para diminuir as falhas técnicas. Assim, a tendência é que os resultados cheguem cada vez mais.

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