Opinião
Só há um herói na classificação do Barcelona
8 março, 2017
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Neymar possivelmente fez o grande jogo da sua carreira. Fez gols, “sofreu” pênalti, deu assistência. A classificação do Barcelona sobre o PSG pode significar o início da passagem de bastão de Messi para o futuro melhor jogador do clube catalão. Mas não é ele o herói do 6 a 1 desta tarde que classificou o time de Luis Henrique para as quartas de final da Champions League.

 

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O nome da classificação é Denyz Aytekin, o árbitro alemão que interferiu no confronto do início ao fim. E que foi peça fundamental para que os jogadores pudessem escrever a história.

O gol de Suarez logo aos 2 minutos era tudo que o Barcelona precisava para criar o ambiente de pressão. O pênalti que ele deixa de marcar pouco depois, quando Draxler cruza e Mascherano corta a bola com o braço, seria a ducha de água fria que poderia mudar a história do jogo. Mas o jogo seguiu e ainda na etapa inicial veio o segundo gol, na falha de Kurzawa.

 

Ainda assim era grande a vantagem do PSG. E o Barcelona precisava de um fato novo no início do segundo tempo (como aconteceu no primeiro) para reacender o estádio após o intervalo. Entra o pênalti de Neymar (para mim, o erro mais discutível da arbitragem). Eu não marcaria, porque o zagueiro escorrega e é o atacante quem vai de encontro ao corpo dele. Mas vá lá, não é nenhum absurdo a marcação.

 

Acontece que o gol de Cavani aos 17 praticamente enterrou o sonho. Fazer mais três gols em 30 minutos seria inimaginável. Até o gol de Neymar cobrando falta com perfeição e o constrangedor pênalti marcado sobre Suarez. 5×1 e “temos um jogo”, não? Na verdade, não. Nada justifica os cinco minutos de acréscimo dados pela arbitragem para um segundo tempo comum. O “exagero” premiou os donos da casa que pode pressionar e marcar com Sergi Roberto o gol da classificação.

 

É inegável que o Paris Saint-Germain se apequenou como nunca. É vergonhoso um elenco como este deixar escapar uma vantagem de 4×0 feita no jogo de ida. Mas não mais vergonhosa que a atuação do alemão Denyz Aytekin, o único herói da classificação do Barcelona, com uma interferência que este que escreve não consegue encontrar igual na memória.

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