Opinião
Só há uma palavra para a eliminação do Botafogo
7 fevereiro, 2018
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Vexame. Não há outra forma de definir a eliminação do Botafogo na primeira fase da Copa do Brasil diante do modesto Aparecidense. E será assim para qualquer outro clube da Série A que cair em sua estreia na competição. Independentemente do regulamento que favorece as “zebras”, a vantagem do empate e a enorme diferença técnica e financeira entre os clubes precisa garantir a classificação. Por mais que futebol seja um esporte cheio de imprevisibilidades, não dá para pensar em outro resultado.

 

Botafogo, Aparecidense, Copa do Brasil,

André Costa – Estadão Conteúdo

Mas é verdade que apesar da campanha invicta até então na temporada, o desempenho ridículo do Botafogo diante dos goianos não foi nenhuma grande surpresa. As duas vitórias que classificaram o time para as semifinais do Campeonato Carioca vieram no limite. E se somaram a empates contra times mais fracos tecnicamente.

 

Felipe Conceição, que ainda dá os primeiros passos como treinador, errou. No jogo mais importante do mês, apostou na titularidade de Dudu Cearense (que ainda não tinha começado um jogo em 2018) e alterou o esquema para um 3-4-3/5-4-1 que não funcionou bem. Mesmo com o gol cedo de Rodrigo Pimpão que deu ao time o ambiente que queria: vantagem confortável e possibilidade de jogar no contra-ataque.

 

Mas o Botafogo se confortou cedo demais. Não conseguiu aproveitar os espaços e se assustou com o jogo empatado após mais um gol pelo alto, desta vez do interminável Nonato. A situação deixou o jogo tenso. Enquanto os cariocas passaram a errar passes em profusão, os donos da casa tinham nada a perder. A Aparecidense já era melhor e pressionava quando Rodrigo Pimpão foi expulso exageradamente pela arbitragem. Pouco depois, o gol que definiu a classificação.

 

Ao mesmo tempo que me parece cedo para fazer qualquer avaliação mais profunda sobre trabalho dos times em 2018, fica claro que o Botafogo precisa avaliar a situação. Felipe Conceição não começa bem. Não é todo dia que um treinador sai da base e faz o que fez Jair Ventura. Faltam jogadores para um time que já dava sinais claros de queda no fim do ano passado e que foi muito pouco (ou nada) reforçado. Não dá para jogar tudo fora e começar do zero mas ainda é tempo para ajustes. Mal começou fevereiro e a pressão já está aí. O clássico contra o Flamengo no fim de semana pode piorar ainda mais a situação. Cabeça no lugar e convicção serão fundamentais para conseguir seguir em frente. Mesmo com as derrotas.

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