Opinião
Sucessão de erros faz Atlético recomeçar…de novo
9 fevereiro, 2018
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A demissão de Oswaldo de Oliveira pôs fim a mais uma inacreditável sucessão de erros do Atlético-MG no planejamento de seu futebol. Pela sexta vez desde a saída de Levir Culpi, no fim de 2015, o Galo vai recomeçar um trabalho com novo treinador.

 

Atlético-MG, Osvaldo Oliveira,

Bruno Cantini – Atlético-MG

É sempre difícil avaliar se é justa ou não a demissão de um profissional, principalmente porque a imprensa e a torcida nunca tem em mão todos os dados necessários. Financeiros e emocionais, principalmente. E eles pesam (muitas vezes mais do que deveria) no que os nossos clubes chamam de planejamento.

 

Chamado às pressas no fim do ano passado para salvar o time do rebaixamento, Oswaldo de Oliveira fez um trabalho razoável. Conseguiu cumprir sua missão que não era lá das mais difíceis e esteve perto de levar o time para a Libertadores. Mas raramente o time jogou um futebol agradável. E encerrou a temporada suando para vencer o time de transição do Grêmio, que já estava pensando no Mundial.

 

Com uma nova diretoria, o Atlético tinha todo o direito e dever de avaliar o trabalho e definir ou não pela permanência. Ainda na rádio Transamérica, eu disse algumas vezes que Oswaldo não seria meu técnico para 2018 pela incapacidade mostrada recentemente de conduzir trabalhos de longo prazo. Mas Alexandre Gallo não só optou por manter o comando técnico. Como era de se esperar, ele participou diretamente do processo de reformulação do elenco, indicando nomes como Samuel Xavier e Arouca e avalizando todos os outros contratados.

 

Seis jogos e uma inacreditável cena de descontrole depois (muitíssimo mal conduzida pela diretoria do clube), Oswaldo de Oliveira foi demitido. É possível argumentar que é justa a troca de um treinador que não conseguiu fazer o time jogar (nem mesmo em 2017). Também é preciso relembrar que a pré-temporada foi curta e que as competições estão apenas no início. Dois lados de uma mesma moeda.

 

Moeda que o Atlético-MG tem jogado para cima a cada trimestre, em média. Cara ou coroa, tudo parece uma questão de sorte ou destino. A vida vai recomeçar mais uma vez. Com a temporada no meio e com pouco dinheiro para investir em um elenco com carências de longa data. A impressão é que ficará a espera de um sopro de sucesso para recolocar tudo no lugar.

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