Opinião
Tempos distintos em Recife
22 maio, 2017
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Marlon Costa / Pernambuco Press

Ainda que os dois times possam sair de campo dizendo que “dava para ter ganhado”, o empate foi um resultado justo pelo jogo em Recife. Sport e Cruzeiro fizeram duelo de tempos distintos, com amplo controle de um dos dois times em cada um dos 45 minutos.

 

A etapa inicial foi dos donos da casa. Com alguns titulares poupados, Ney Franco manteve a estrutura dos últimos jogos: 4-3-3 com três volantes no meio. Desta vez, Diego Souza no comando do ataque. Ainda que tenha saído atrás no marcador em lance fortuito aos 19 minutos, na única chegada do Cruzeiro, foi o dono das ações. Perdeu duas chances claríssimas esbarrando em Fábio, uma com Rogério outra com Osvaldo. E teve dois pênaltis a seu favor: um não marcado pela arbitragem, outro suficiente para Diego Souza empatar. O time de Mano Menezes com setores distantes errava passes em abundância e sofria com a velocidade do adversário pelos lados, principalmente na direita onde Romero não achou Osvaldo.

 

Veio a etapa final e dois fatores ajudam a explicar o crescimento do Cruzeiro. Primeiro a mexida de Mano no intervalo: Cabral entrou no meio e o time melhorou o passe, Hudson foi para a lateral direita e melhorou a marcação no setor. O segundo fator é o esfacelamento físico dos donos da casa, que disputam cinco competições simultâneas. Ney Franco foi obrigado a mexer duas vezes por questões físicas, já tinha feito as três mudanças com quinze minutos e viu os visitantes ganharem o meio-campo e controlarem amplamente todas as ações. O Cruzeiro exigiu de Magrão pelo menos três grandes defesas com Hudson e, principalmente, Alisson. Mas diminuiu o ímpeto quando Mano errou ao apostar no insosso Alex, ainda longe de acontecer como profissional.

 

Impossível dizer que alguém mereceu vencer com dois tempos tão diferentes e com domínio tão amplo de cada uma das equipes.

 

Ao Sport, é importante tentar oxigenar o elenco para uma sequência cada vez mais dura. Ney Franco coloca os garotos em campo, tenta modificar peças mas a verdade é que o calendário pode cobrar ainda mais o elenco curto que já não tem entregado resultados nos últimos 20 dias.

 

Ao Cruzeiro, a sensação mais uma vez de que é possível jogar mais. Com mais uma semana livre pela frente e com os possíveis retornos de Robinho, Thiago Neves e Ezequiel do Departamento Médico é hora de mostrar mais futebol. O retorno de Cabral no segundo tempo na Ilha já mostrou que peças vinham fazendo falta a Mano. Hora de trabalhar duro.

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