Opinião
No futebol brasileiro verdades não duram 90 minutos
9 novembro, 2017
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A edição 2017 do Campeonato Brasileiro talvez seja a mais fraca tecnicamente dos últimos anos. Talvez porque temos o costume de nos esquecer mais facilmente do que foi ruim. Mas além da pobreza de grandes jogos e times, esta temporada do futebol brasileiro mostrou que não há verdade duradoura por aqui. Esqueçam as 24 horas. Elas não duram 90 minutos.

 

Corinthians, Campeonato Brasileiro, Futebol,

Estadão Conteúdo

Vejam só o Corinthians, que vai ser campeão com o pé nas costas. Fez primeiro turno brilhante, cheio de méritos. Mas despencou (como previsto por Renato Gaúcho). Chegou a parecer correr riscos antes de voltar a fazer uma grande partida contra o Palmeiras, retomar o rumo e ganhar novamente a confiança daqueles que apontaram o Timão como o dono do título antecipado e ficaram com um pé atrás nas últimas semanas.

O Palmeiras então nem se fala. Exatos 10 dias atrás uma hora dessas, era o virtual favorito ao título. “Só” precisava vencer Cruzeiro e Corinthians para assumir a liderança. Fez um ponto nos últimos três jogos e Valentim que surgiu como o interino guardião do bom e moderno futebol já não deve servir para 2018. Este ano virou um retumbante fracasso em poucos dias.

 

Dá para dizer o mesmo do Santos. Que jogou o suficiente para vencer o Atlético-MG no fim de semana e se manteve na briga pelo título. Mas perdeu em casa (depois de 11 jogos) para o Vasco e parece estar em crise. Lucas Lima, outrora solução, é um enorme problema para Elano. Aliás, outro interino comandando time da parte de cima da tabela na reta final da competição.

 

Temos também o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil. Levou o mata-mata no limite, sempre sem margem nenhuma para erro. E no Brasileiro não consegue decolar. Apesar de já ter vaga garantida na Libertadores e de ter conquistado um título nacional pouco mais de 30 dias atrás, ainda está longe de encher os olhos do seu torcedor que não para de cobrar desempenho melhor.

 

Podíamos falar ainda do Grêmio que largou a competição na metade ou do Flamengo que demitiu Zé Ricardo para o ver fazer um grande trabalho no Vasco. Até mesmo do Bahia e do São Paulo, que dias atrás estavam descabelados contra o rebaixamento e agora tem a vaga na Libertadores como um sonho real. Ou do Atlético-MG, que cansou de cair no Horto e não sabe onde briga na tabela.

 

Um Campeonato ruim e estranho. Sem verdades. O “melhor time de todos os tempos da última semana” do futebol brasileiro muda a cada rodada. De forma aleatória. E cada vez mais difícil de compreender. Ou não.

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