Opinião
A virada de um Flamengo sem confiança
24 novembro, 2017
0
, , , , , ,

Futebol é um jogo primordialmente técnico e físico. Mas é impossível separar estes dois aspectos do psicológico. E ele claramente tem influenciado diretamente o desempenho do Flamengo na reta final da temporada 2017. Foi assim mais uma vez contra o Júnior de Barranquilla, na primeira partida da semifinal da Copa Sul-Americana. A virada na marra no fim, porém, pode dar um aumento de confiança importante para o time nos últimos jogos do ano.

 

Vizeu, Flamengo, Sul-Americana,

Globoesporte.com

Não que a atuação tenha sido péssima diante do bom time colombiano, que já havia controlado amplamente o Sport na Ilha do Retiro na rodada anterior. O Flamengo apostou em Mancuello para ajudar Trauco na marcação ao bom Chará mas foi pouco agressivo com a bola no primeiro tempo. Viu o Júnior fazer o que já havia feito em outras partidas da competição: trocar passes curtos e explorar a boa fase da sua dupla de frente, com a velocidade de Chará e a experiência do chato Téo Gutierrez. Para piorar, a lesão de Diego Alves, a entrada de Muralha e o gol alguns poucos segundos depois, minaram de vez a segurança dos donos da casa.

O Flamengo produziu pouco ofensivamente. Ainda que tenha finalizado 17 vezes, mostrou pouquíssimo repertório. Trocava passes de forma lenta e previsível. Arriscava pouco. E apenas colocava a bola na área do adversário de qualquer maneira (foram 41 cruzamentos ao todo, só 13 certos). Não melhorou nem com as entradas de Vinicius Júnior e Paquetá. Claramente estão no mesmo nível de ansiedade do time, com pouca confiança para tentar o que tem de melhor nas iniciativas individuais, principalmente o primeiro, ainda dando os primeiros passos como profissional.

 

Como explicar que um time assim venceu? Futebol. Os dois gols saíram em jogadas pelo alto, com Juan e Vizeu. Entre eles, o Júnior que por algum tempo na etapa final abdicou do jogo e quis apenas ganhar tempo a cada falta marcada pelo árbitro, desperdiçou dois ótimos contra-ataques. Quando o Flamengo se empolgou um pouquinho e se soltou no jogo, cedeu espaços gigantescos ao rival. No fim, tem todos os motivos para comemorar o 2 a 1.

 

A vantagem é pequena e o adversário parece viver um momento melhor. Mas certamente o triunfo dá uma pequena aliviada na pressão vivida no clube nos últimos dias. O Flamengo é um time ansioso e sem confiança. Mas vitórias como as de ontem podem servir para virar a chave. Rueda precisará de paz e tranquilidade para fazer o time jogar melhor. Neste ano? Não acredito.

0

Sobre o autor

Itens relacionados

/ Você também pode verificar esses itens

Único vexame do Flamengo foi fora do campo

Futebol é um jogo primordialmente técnico e fís...

Leia mais

Grêmio e a superação na final do Mundial

Futebol é um jogo primordialmente técnico e fís...

Leia mais

Brasileirão de Aspirantes é necessário

Futebol é um jogo primordialmente técnico e fís...

Leia mais

0 comentários

Deixe uma resposta