Opinião
Vitória não sabe o que quer ou quer o que ninguém imagina?
21 julho, 2017
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Três derrotas seguidas colocaram fim à passagem de Alexandre Gallo no Vitória. A da última quarta, em casa, para o Grêmio. O vice-lanterna do Campeonato Brasileiro perdeu quatro dos últimos seis jogos e não para de despencar. É o pior mandante com apenas um triunfo em oito partidas. Ao todo, o técnico ficou no comando por apenas nove jogos ou pouco mais de um mês. Impossível até mesmo avaliar a qualidade do trabalho.

 

Alexandre Gallo, Vitória, Técnico,

Maurícia da Mata / Divulgação / EC Vitória

Certo é que estamos em julho e o Vitória já vai para o quarto técnico da temporada. Começou com Argel, que apesar de ter “salvado” o time em 2016, não deveria ter permanecido porque os indícios não eram bons e o elenco formado não tinha a “cara” do comandante. Foi mantido, durou pouco e foi substituído por Petkovic, inicialmente contratado para gerir o futebol mas que acabou assumindo o comando da equipe. Durou pouco também, até a chegada de Alexandre Gallo, que também não resistiu por muito tempo.

Para piorar, problemas nos bastidores do clube com a saída do presidente na última semana. E contratações muito estranhas nos últimos dias como Danilinho e Carlos Eduardo que há muito não apresentam nada de interessante por onde passaram.

 

Difícil imaginar qual treinador pode fazer o time do Vitória render mais, principalmente em um ambiente de tanta pressão. Mais difícil ainda imaginar o que a diretoria pretende, contratando mal para o time e para o comando. A cartilha para o rebaixamento está seguido à risca em Salvador. Já são cinco pontos para o primeiro time fora do Z-4 e com os últimos movimentos é difícil imaginar que esta distância vai diminuir.

 

Em tempo: já são 18 mudanças de técnico na Série A em 2017. A 12ª em apenas 15 rodadas da competição. Só sete times tem o mesmo treinador que começou a temporada. Destes, só cinco terminaram o ano passado no comando. Só dois estão há mais de um ano no cargo. A máquina de moer técnicos segue firme no Brasil. A máquina da convicção, segue sem funcionar.

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