Opinião
Quase todos contra o rebaixamento
16 outubro, 2017
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Fala-se muito a cada início de Campeonato Brasileiro que ele é o mais disputado no mundo pois é o único onde 12 times entram em condições de brigar pelo título. É a velha história de uma mentira repetida várias vezes que se torna realidade. A tabela (em especial desta temporada) mostra justamente o contrário. A qualidade é tão baixa que praticamente todos os times brigam contra o rebaixamento faltando 10 rodadas para o fim.

 

De acordo com o site de estatísticas do Departamento de Matemática da UFMG, 15 times ainda tem chances matemáticas de rebaixamento (do sexto colocado em diante). É verdade que as possibilidades são mínimas para os nove primeiros colocados (Atlético-MG e Vasco vem em boa sequência e dificilmente vão sofrer na reta final, podendo inclusive almejar uma vaga na Libertadores do ano que vem). Mas ainda assim, considerar onze de 20 times com possibilidade de terminar a competição entre os quatro últimos faltando apenas dez rodadas é um número muito alto.

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Opinião
O penta do Cruzeiro: convicção e história
28 setembro, 2017
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Como era de se esperar, Cruzeiro e Flamengo fizeram uma final tensa no Mineirão. Se o 0x0 não agradou esteticamente, mostrou algo importante para fortalecer ainda mais o título dos mineiros que sabiam desde o início o que queriam na competição. Desde o início porque foi o único time que disputou a primeira fase e chegou às quartas de final. Passou às semifinais e chegou a decisão. Venceu o Flamengo sem vencer. Mas mostrou força e convicção.

 

Cruzeiro, Copa do Brasil,

André Durão/CBF

Convicção porque mesmo jogando em casa não fugiu ao seu estilo. Principalmente após a saída de Raniel ainda aos quatro minutos. Se organizou com duas linhas de quatro deixando Arrascaeta e Thiago Neves a frente e fez o seu jogo. Na maior parte do tempo no Mineirão lotado, o Flamengo teve a bola mas o time de Mano Menezes controlou os espaços. A melhor chegada do time de Rueda no jogo foi logo no início em cobrança de falta de Guerrero que acertou o travessão. As outras boas chances foram do Cruzeiro, ainda que tenha passado 90 minutos sem acertar uma finalização sequer no gol do inseguro Muralha.

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Opinião
Na arbitragem brasileira, mão que dá é a que tira
26 setembro, 2017
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Não foi nenhuma novidade o que aconteceu ontem na Ilha do Retiro: erro grave da arbitragem interferindo diretamente no resultado de um jogo. A começar pela exagerada expulsão de Diego Souza ainda no primeiro tempo, trazendo o protagonismo para Sandro Meira Ricci como ele gosta de fazer. Depois, o pênalti marcado e desmarcado quatro minutos depois, deixando a impressão de interferência externa. O Sport, prejudicado da vez, foi aos microfones para reclamar enquanto a torcida protestava no estádio. O Vasco, deu de ombros.

 

Sport, Ricci, Arbitragem,

Marlon Costa / Pernambuco Press

O mesmo Vasco que semana passada estava com a diretoria em entrevista coletiva para reclamar do gol de Jô feito com a mão na Arena Corinthians. A reclamação vascaína mexeu inclusive com a possibilidade de adesão da CBF ao árbitro de vídeo, o que deve acontecer em pouco tempo, às pressas. O único posicionamento do Corinthians no caso foi defender o atacante, que ficou na mira da imprensa e torcedores por declarações do passado.

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Opinião
Micale caiu no Horto
25 setembro, 2017
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A pior atuação desde a chegada de Micale representou a sétima derrota em casa no Campeonato Brasileiro, em um jogo chave: diante do Vitória, o Atlético-MG precisava vencer para provar que poderia brigar mais acima na competição. A derrota deixa a clara impressão de que pensar além da manutenção na Série A é pura perda de tempo. E terminou com mais uma troca no comando. O campeão olímpico não completou o segundo mês de trabalho e a diretoria vai atrás do terceiro técnico em 2017.

 

Atlético-MG, Micale,

Alexandre Guzanshe / EM / DA Press

A atuação foi mais do mesmo. Um gol sofrido no início com o time ainda desligado. Muita posse de bola improdutiva diante de um adversário que se fechou com duas linhas de quatro e se contentou em defender. A primeira finalização demorou para vir e com ela saiu o empate: a única jogada trabalhada com toques rápidos para furar a defesa, contando com a genialidade de Fred no pivô. Na etapa final, jogo morno graças à incapacidade de incomodar o adversário e gols no fim com bolas longas e falhas defensivas. Fatal.

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Opinião
Botafogo chegou ao limite, Grêmio pode chegar mais longe
21 setembro, 2017
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A maior chance para o Botafogo no Rio Grande do Sul era sair na frente no placar. E não pode reclamar da falta de chances. O time de Jair Ventura fez primeiro tempo de manual na Arena do Grêmio e desperdiçou pelo menos três ótimas chances de abrir o marcador. Concentração no limite, linhas organizadas, marcação alta não deixando os donos da casa saírem com o passe limpo de Arthur. O Botafogo foi muito melhor na etapa inicial e poderia ter encaminhado a classificação.

 

Grêmio, Botafogo, Barrios, Libertadores,

Estadão Conteúdo

Mas veio o segundo tempo e Renato Gaúcho arrumou a casa. Desde o fim da etapa final, diga-se, com a entrada de Éverton no lugar de Léo Moura. O Grêmio abriu o campo, empurrou os visitantes para trás e conseguiu fazer um pouco mais seu jogo, ainda que tenha sentido muito a falta do “seu Messi”. O jogo entre as linhas de Luan seria fundamental diante de um adversário que deixa tão pouco espaço entre elas. O principal mérito do Grêmio foi ter paciência para esperar o cansaço físico e mental de um adversário que esteve sempre no limite. Até o erro defensivo e o gol de Barrios, de cabeça, que definiu a classificação.

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