Marcação Tática
Pré-Temporada: Fortaleza
15 janeiro, 2019
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Campeão da última Série B o Fortaleza deixa dúvidas para 2019. Rogério Ceni mostrou-se um técnico moderno na passagem pelo São Paulo e também na divisão de acesso. Mas saberá jogar de outras formas em um nível que será mais difícil competir? O tricolor que gostava de ter a bola e controlar as partidas no ano passado provavelmente terá que lidar com os jogos de forma diferente este ano. Ou pode acabar sofrendo ainda mais.

Na montagem do time, algumas apostas já deixam sinais de que a intenção é mudar aos poucos. Ceni já falou sobre ter um time mais rápido em 2019. Apostar nas transições pode ser o caminho mesmo que não seja o ponto ideal de jogo do comandante. De positivo, foram poucas baixas em relação ao time da última temporada e transformar aos poucos a ideia de jogo não deve deixar o caminho tão árduo.

Dos que subiram no ano passado, ao lado do Goiás o Fortaleza é o que começa o ano mais estruturado para pensar em Campeonato Brasileiro. É claro que o time ainda deve passar por mudanças ao longo dos primeiros meses e que reforços devem chegar após os estaduais, mas já há uma base capaz de competir. Ponto positivo. Há uma lacuna na zaga que precisa ser corrigida.

Primeiros sinais de Ceni são de time no 4-3-3: muita pegada no meio e velocidade nas pontas para usar transições na Série A.

Como já falamos para outros clubes, o mais importante é ter noção do tamanho das pernas na hora de avaliar o trabalho. É natural que jogadores, dirigentes e treinadores em seus discursos para o público tratem o ano como uma disputa por títulos e glórias. A realidade é mais dura. É preciso competir e saber enfrentar os jogos que vem pela frente.

A permanência de Rogério Ceni é uma excelente notícia para 2019. Mas para o planejamento ter sucesso é importante que o clube saiba os riscos que corre com um técnico com suas ideias. E também que o treinador entenda que é preciso adaptar modelo para jogar em nível mais alto. Assim, o Fortaleza pode ter voltado para ficar.

TÉCNICO: Rogério Ceni (no comando desde novembro de 2017)

CHEGARAM: Felipe Alves (G – Athletico), Diego (LD – Athletico), Patrick (Z – Oeste), Carlinhos (LE – América), Romero (V – Nacional-URU), Paulo Roberto (V – Corinthians), Mádson (M – Sem Clube), Júnior Santos (A – Ponte Preta), Edinho (A – Atlético), Matheus Alessandro (A – Fluminense) e Pedro Júnior (A – Kashima Antlers-JAP).

SAÍRAM: Gabriel Félix (G – Vasco), Adalberto (Z – ABC), Ligger (Z – Red Bull Brasil), Diego Jussani (Z – América), Fabinho (LE – Novo Hamburgo), Leonan (LE – Botafogo-SP), Anderson Uchoa (V – Ferroviária), Igor Henrique (V – Ponte Preta), Jean Patrick (V – Grêmio Novorizontino), Nenê Bonilha (V – Veracruz-MEX), Pablo (V – Sem Clube), João Henrique (M – Sem Clube), Wallace (M – Floresta), Wesley (M – Sem Clube), Dodô (M – Atlético),
Douglas Coutinho (A – Athletico), Getterson (A – Pohang Steelers-COR), Marcinho (A – Sem Clube), Minho (A – Paraná), Rodolfo (A – Capivariano), Wilson (A – Mirassol) e Gustavo (A – Corinthians).

A PROMESSA: Gustavo Coutinho (A – 19 anos) – O atacante que balançou as redes três vezes em quatro jogos na Copa São Paulo já chamou a atenção de Rogério Ceni e pode ganhar minutos no time. Quem sabe, está na base o substituto do homônimo, artilheiro da última temporada.

FIQUE DE OLHO: Roger Carvalho (Z – 32 anos). Com boa rodagem de Série A mas com pouca sequência como titular, terá no Fortaleza a chance de mostrar que pode ter a firmeza necessária em um setor com poucas peças. Sua regularidade será fundamental para o treinador ao longo da temporada.

EM 2019: Campeonato Cearense (candidato ao título), Copa do Nordeste (candidato ao título), Copa do Brasil (oitavas de final) e Campeonato Brasileiro (briga contra o rebaixamento).

Marcação Tática
Pré-Temporada: Fluminense
14 janeiro, 2019
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Salvo na última rodada do último Campeonato Brasileiro, o Fluminense vem encarando uma dura realidade. Sofre para manter jogadores e honrar salários e precisa reorganizar a casa se não quiser sofrer novamente nesta temporada. O clube que terminou o ano sem técnico começou 2019 ousando. A aposta em Fernando Diniz é corajosa mas levanta uma série de dúvidas.

Quem acompanha o meu trabalho (no blog ou na rádio) sabe o quanto sou fã do trabalho de Diniz. Num futebol brasileiro que aposta sempre nas mesmices e que normalmente se preocupa apenas com o resultado, ter um treinador que se preocupa com a formação humana e que tenta fazer mais do que simplesmente vencer por 1×0 deveria ser motivo de orgulho. Mas se os resultados não chegam, normalmente a pressão destrói o que há de positivo no trabalho.

Diniz teve no ano passado uma boa experiência no Athletico. Encarou uma realidade de maior pressão e conseguiu levar o time ao sonho e ao pesadelo. Jogou bem, encantou, mas perdeu resultados e foi para a zona do rebaixamento. Nunca abriu mão dos seus conceitos. Tiago Nunes pegou o time depois, manteve o que havia de bom mas facilitou alguns processos para fazer o time jogar melhor e terminar o ano com o título da Sul-Americana.

Fernando Diniz deve apostar no esquema com três zagueiros ao longo da temporada, mas primeiras escalações mostram Flu no 4-2-3-1.

No Fluminense com poucos reforços empolgantes até aqui e com algumas baixas importantes, é certo que Diniz não vai deixar de lado o jogo que acredita. Mas precisa saber dosar, mostrar que aprendeu com as lições dos últimos trabalhos. Só assim conseguirá produzir algo de longo prazo, o que seu estilo exige.

Para o Fluminense, cabeça no lugar antes de tomar quaisquer decisões daqui em diante vai ser fundamental. Para o futuro do clube, importante também não deixar de apostar alto em Xerém, que pode ser a salvação financeira.

TÉCNICO: Fernando Diniz (no comando desde janeiro de 2019)

CHEGARAM: Fernando Diniz (T – Sem Clube), Agenor (G – Guarani), Ezequiel (LD – Cruzeiro), Matheus Ferraz (Z – América), Mascarenhas (LE – Atlético-GO), Bruno Silva (V – Cruzeiro), Luiz Fernando (V – Minesota United-EUA), Caio Henrique (M – Paraná), Mateus Gonçalves (A – Sport), Luis Felipe (A – Internacional) e Yoni Gonzalez (A – Júnior Barranquilla-COL).

SAÍRAM: Júlio César (G – Grêmio), De Amores (G – Sem Clube), Léo (LD – Sem Clube), Gum (Z – Sem Clube), Ayrton Lucas (LE – Spartak Moscow-RUS), Richard (V – Corinthians), Fernando Neto (V – Paraná), Jádson (V – Cruzeiro), Sornoza (M – Corinthians), Felipe Amorim (M – Guarani), Kayke (A – Yokohama Marinos-JAP), Matheus Alessandro (A – Fortaleza), Ramon (A – CSA), Marcos Júnior (A – Yokohama Marinos-JAP), Júnior Dutra (A – Al Nasr-EAU) e Bryan Cabezas (A – Emelec-EQU).

A PROMESSA: Ibañez (Z – 20 anos). Se firmou como titular ao longo da última temporada e pela velocidade deve ser o escolhido frequente de Diniz para o setor em 2019, principalmente caso opte pelo esquema com três zagueiros. Tem potencial de mercado e vai ser importante para o time em 2019.

(Em 2018 a aposta foi Douglas que acabou vendido para o Corinthians onde não conseguiu ainda se firmar como titular.)

FIQUE DE OLHO: Pedro (A – 21 anos). Foi a sugestão de aposta em 2017 e teve um 2018 brilhante até se machucar. Se repetir o desempenho quando voltar e estiver à disposição de Fernando Diniz, deve ter vida curta nas Laranjeiras.

EM 2019: Campeonato Carioca (corre por fora), Copa Sul-Americana (terceira fase), Copa do Brasil (oitavas de final) e Campeonato Brasileiro (meio de tabela).

AS APOSTAS DO BLOG EM 2018 (em negrito os acertos):  Campeonato Carioca (corre por fora), Sul-Americana (segunda fase), Copa do Brasil (terceira fase) e Campeonato Brasileiro (briga contra o rebaixamento) .

Marcação Tática
Pré-Temporada: Flamengo
12 janeiro, 2019
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Já são anos acumulados de boa gestão que colocaram o Flamengo no rumo das conquistas. Mas ela ainda não chegaram, o que aumenta a pressão. Principalmente se tratando do clube mais popular do país. Com uma nova diretoria, o rubro-negro carioca entra 2019 com reforços de peso, dinheiro em caixa e a promessa de deixar para trás o “cheirinho”.

Possível, mas sem garantias. O Flamengo já tinha um bom time nas últimas temporadas e acumulou boas campanhas em quase todos os torneios que disputou. Mas em um país com o futebol tão nivelado, é impossível garantir conquistas. Trabalho sério, de longo prazo, costuma dar resultado. Mas ainda não é o que se pode dizer do Flamengo.

Ainda que o clube tenha se estruturado, as mudanças no futebol são constantes. Mais uma vez, começa o ano de técnico novo. Abel Braga por muitas vezes tirou leite de pedra no Fluminense. Em 2019 poderá escolher as vacas. A principal vantagem no planejamento deste ano é que as principais contratações vieram ainda na pré-temporada, diferentemente dos últimos anos quando o clube investiu forte na janela do meio do ano.

Flamengo reforçou muito time que já era forte. Resta saber como as peças ofensivas vão se entender e qual a ideia de Abel para elas.

As chegadas de Arrascaeta e Gabriel Barbosa certamente aumentam muito o poder de fogo do time. Um dos melhores jogadores em atividade no continente e o artilheiro do país no último ano, com altos investimentos, fazem a expectativa para o Flamengo crescer. Ainda é preciso saber qual a ideia de Abel para encaixar as peças. Arrascaeta funcionou bem no Cruzeiro e na seleção quando foi deslocado para o lado esquerdo. Centralizado, ainda precisa provar. Éverton Ribeiro ou Diego, caso permaneça no clube, também podem fazer a função. Sobram alternativas.

Se souber lidar com a pressão por conquistar muito, o Flamengo tem tudo para ser um dos melhores times para se assistir no país. Sobra material humano, ainda que a diretoria precise resolver problemas na lateral direita e na zaga. Outro “problema” é tentar seguir dando espaço para os jovens, que estão enchendo os cofres do clube nas últimas temporadas. De qualquer forma, impossível encarar o Fla como um dos favoritos a tudo que se propuser disputar em 2019.

TÉCNICO: Abel Braga (no comando desde janeiro de 2019)

CHEGARAM: Abel Braga (T – Sem Clube), Rodrigo Caio (Z – São Paulo), Arrascaeta (A – Cruzeiro) e Gabriel Barbosa (A – Santos).

SAÍRAM: Réver (Z – Atlético), Rômulo (V – Grêmio), Matheus Sávio (M – CSA), Lucas Paquetá (M – Milan-ITA), Marlos Moreno (A – Manchester City-ING) e Geuvânio (A – Tianjin Quanjian-CHI).

A PROMESSA: Lincoln (A – 18 anos). Terá concorrência ainda mais dura nesta temporada, mas já deu passos importantes na última temporada. Atacante de rara capacidade técnica, precisa seguir ganhando rodagem para brilhar como se espera.

(Em 2018 a aposta foi Vinicius Júnior, que ficou pouco tempo no clube após ser vendido para o Real Madrid. Hoje é um dos principais jogadores de uma das principais equipes do mundo.)

FIQUE DE OLHO: Arrascaeta (A – 24 anos). Uma das contratações mais caras da história do futebol brasileiro, precisa provar que valeu o investimento após o litígio com o Cruzeiro. Resta saber se conseguirá repetir o desempenho, provavelmente jogando em função diferente no Rio de Janeiro. Já mostrou capacidade técnica e poder de decisão de sobra para brilhar.

EM 2019: Campeonato Carioca (favorito ao título), Copa Libertadores (briga pelo título), Copa do Brasil (briga pelo título) e Campeonato Brasileiro (briga pelo título).

AS APOSTAS DO BLOG EM 2018 (em negrito os acertos): Campeonato Carioca (briga pelo título), Copa Libertadores (quartas de final), Copa do Brasil (briga pelo título) e Campeonato Brasileiro (briga pelo título).

Marcação Tática
Pré-Temporada: CSA
11 janeiro, 2019
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A vida de quem sobe para a Série A não é fácil e já dissemos aqui repetidas vezes que normalmente pelo menos dois dos quatro acabam caindo no ano seguinte. A situação é ainda mais dura para quem está fora da elite há mais tempo. O CSA vai disputar o Campeonato Brasileiro depois de 31 anos. E deve viver uma temporada dura.

Time que mais se movimentou até agora na janela, o CSA contratou muito mas ainda parece distante de montar um time competitivo para a Série A. A aposta, ao que parece, foi trazer muitos jogadores gastando o mínimo possível, avaliar a equipe no estadual e deixar os maiores investimentos para o segundo semestre.

Em um Campeonato onde o dinheiro fala cada vez mais alto, não é fácil estruturar uma equipe pequena para a competição. Principalmente quando você tem um elenco com pouquíssima rodagem em disputas como esta. Mais do que reforçar a equipe, o CSA precisará de jogadores que entendam a competição e que saibam lidar com os percalços ao longo de uma temporada difícil.

CSA ainda deve receber reforços mas chama a atenção a ausência de jogadores com experiência em disputa da Série A do Campeonato Brasileiro.

A primeira impressão ao ver o elenco disponível é a pior possível. Marcelo Cabo que acumula bons trabalhos na Série B, vai precisar de mais do que extrair o máximo do grupo. Montar uma equipe competitiva, que se entenda rapidamente mesmo com tantas chegadas e saídas. E contar com o apoio da torcida que será fundamental para garantir pontos em casa.

É difícil imaginar que o CSA consiga surpreender. Um Campeonato onde consiga competir já vai ser mais do que o esperado. O importante é entender com naturalidade esse passo firme que deu em direção à reconstrução. E saber que um possível passo atrás agora não deve ser encarado como uma tragédia.

TÉCNICO: Marcelo Cabo (no comando desde fevereiro de 2018)

CHEGARAM: João Carlos (G – CRB), Fabrício (G – Boa Esporte), Régis (LD – Sem Clube), Joazi (LD – Boa Esporte), Luciano Castán (Z – Al Khor-QAT), Gérson (Z – Lechia Gdansk-POL), Pedro Rosa (LE – Sertãozinho), Amaral (V – Boa Esporte), Mauro Silva (V – Bonsucesso), Jhonnatan (V – Náutico), Matheus Sávio (M – Flamengo), Lucca Mota (M – Botafogo), Ramon (A – Fluminense), Thiaguinho (A – Ponte Preta), Lohan (A – Friburguense), Hiago (A – Kalmar FF-SUE) e Patrick Fabiano (A – Al Samiya-KUW).

SAÍRAM: Lucas Frigeri (G – Avaí), Felipe Garcia (G – Tombense), Mota (G – Paysandu), Muriel (LD – Caxias), Wellington Silva (LD – Sem Clube), Elivelton (Z – Boavista), Xandão (Z – Sem Clube), Roger (Z – América), Rodrigo Lobão (Z – Bangu), Matheus Lopes (Z – Paraná), Velicka (LE – Brasil de Pelotas), Yuri (V – Bahia), Pio (V – Red Bul Brasil), Boquita (V – Brasil de Pelotas), Daniel Costa (M – Criciúma), Juan (M – Sem Clube), Echeverria (M – Remo), Walter (A – São Bento), Rubens (A – Figueirense), Taiberson (A – Veranópolis), Alemão (A – Ituano), Neto Berola (A – América), Hugo Cabral (A – Ponte Preta), Pingo (A – Sem Clube) e Judivan (A – Cruzeiro).

A PROMESSA: Victor Silva (M – 20 anos). Subiu para o elenco profissional no ano passado e foi bastante elogiado por Marcelo Cabo apesar de ter recebido poucas oportunidades no time. Jogador de velocidade, pode fazer a função de armador ou também de ponteiro.

FIQUE DE OLHO: Didira (M – 30 anos). A única experiência do experiente meia na Série A do Campeonato Brasileiro foi uma rápida passagem pelo Atlético-MG em 2011. No CSA desde 2016, é um dos ídolos da torcida e precisa provar que tem condição de jogar em um nível mais elevado. Na última temporada, marcou 13 gols.

EM 2019: Campeonato Alagoano (favorito ao título), Copa do Nordeste (quartas de final), Copa do Brasil (terceira fase) e Campeonato Brasileiro (luta contra o rebaixamento).

Marcação Tática
Pré-Temporada: Cruzeiro
10 janeiro, 2019
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Os primeiros sinais indicavam dias tranquilos para o Cruzeiro no início de 2019. Poucos ajustes a fazer no elenco e o trabalho de prazo mais longo no país com Mano Menezes, somados aos títulos recentes da Copa do Brasil pareciam deixar o time em mar calmo. Doce ilusão. A equipe não conseguiu ficar longe das turbulências e começou o ano com os problemas financeiros expostos e com os principais jogadores na mira de concorrentes nacionais.

A diretoria foi firme para manter Dedé e Thiago Neves apesar do interesse de Flamengo e Grêmio. Mas não escapou de perder Arrascaeta, que vai defender o rubro-negro carioca na próxima temporada. Um bom negócio do ponto de vista financeiro mas que deixa uma lacuna importante para ser preenchida pelo treinador.

Há vida sem o atacante uruguaio e o desafio será provar isso o mais rapidamente possível. A dúvida é como o clube pretende fazer isso. A ideia de investir em Rodriguinho, prestes a retornar ao país após rápida passagem pelo Egito, é interessante do ponto de vista técnico mas não representa uma reposição tática. Rafinha e David, que já estão no elenco, parecem peças melhores para substituir o uruguaio em sua função de ponta pela esquerda. Ou até mesmo usar um dos centroavantes que devem sobrar pelo excesso de concorrentes: Sassá ou Raniel.

Cruzeiro é praticamente o mesmo da última temporada e precisa começar o ano provando força mesmo perdendo seu principal jogador.

A chegada de Jádson pode representar mais vigor e juventude em um time de veteranos. O mesmo acontecerá caso o clube confirme a provável contratação de Dodô para a lateral esquerda. A média de idade elevada representa um time confiável em grandes jogos mas também uma equipe que precisava do “gatilho” de velocidade que Arrascaeta oferecia.

Com praticamente o mesmo time do último ano o Cruzeiro começa 2019 forte e candidato aos principais títulos da temporada. A sequência do trabalho é um diferencial que os concorrentes mais endinheirados não conseguiu igualar. Precisa aproveitar a saída de seu principal jogador para colocar a casa em ordem e não deixar que a parte financeira volte a ser exposta e prejudique novamente o planejamento.

TÉCNICO: Mano Menezes (no comando desde julho de 2016)

CHEGARAM: Orejuela (LD – Ajax-HOL), Jádson (V – Fluminense) e Renato Kayser (M – Atlético-GO).

SAÍRAM: Ezequiel (LD – Fluminense), Bruno Silva (V – Fluminense), Arrascaeta (A – Flamengo) e Rafael Sóbis (A – Internacional).

A PROMESSA: Éderson (V – 19 anos). Contratado para o time sub-20, chamou a atenção de Mano Menezes e já alçou voo na equipe principal. Nas primeiras chances, chamou a atenção pela dinâmica e a capacidade de se apresentar mais à frente. Deve seguir ganhando minutos em 2019.

(Em 2018 a aposta foi Judivan, que acabou não conseguindo se firmar nos empréstimos a América e CSA. Retornou ao clube mas será reemprestado em 2019.)

FIQUE DE OLHO: Fred (A – 35 anos). Ainda envolvido em briga judicial com o Atlético, o centroavante teve um 2018 prejudicado por uma lesão grave no joelho. Mas deixou boas impressões antes e depois de se machucar. Em 2019 precisa provar que ainda pode estar entre os melhores da posição no país.

EM 2019: Campeonato Mineiro (briga pelo título), Copa Libertadores (quartas de final), Copa do Brasil (briga pelo título) e Campeonato Brasileiro (briga pelo título).

AS APOSTAS DO BLOG EM 2018 (em negrito os acertos): 
Campeonato Mineiro (briga pelo título), Copa do Brasil (briga pelo título), Campeonato Brasileiro (briga pelo título) e Copa Libertadores (briga pelo título) .