Opinião
Como chegam os times para o Brasileirão?
13 abril, 2018
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Após meses de insuportáveis campeonatos estaduais, finalmente começará para valer a temporada do futebol brasileiro. Se agora os desafios de 2018 começam para valer, como será que se saíram os times até aqui? O Marcação Cerrada fez um levantamento completo da campanha dos 20 times da Série A na temporada e agora você sabe como chegam as equipes para o Brasileirão.

 

Quem mais entrou em campo até agora foi o Ceará. 28 partidas entre Copa do Brasil, Campeonato Cearense e Copa do Nordeste. O América que só disputou o estadual e o Paraná que caiu na segunda fase da Copa do Brasil foram os que menos jogaram. Entraram em campo a metade das vezes que a equipe cearense.

 

É claro que é preciso levar em conta o nível baixo dos estaduais. Mas como todos disputaram, cada um em seu estado, é possível comparar os desempenhos. Até aqui, o Cruzeiro tem a melhor campanha da temporada: 78% de aproveitamento. O Paraná está na outra ponta, com 48%. Em compensação, a equipe cresceu após a mudança de técnico e a chegada de Micale e chega com a invencibilidade mais longa para o Brasileiro: são seis jogos sem perder. O melhor ataque é o do Vitória, que balança as redes em média 2,13 vezes por partida. O pior é o do América que faz pouco mais de um gol por jogo (1,07). Na defesa, o Atlético-PR é destaque positivo (0,5 gols sofridos por jogo) enquanto o Vasco tem sentido dificuldades (1,33).

 

O Grêmio, que começou a temporada com o time reserva por conta do Mundial foi o time que mais usou jogadores diferentes: 42 entraram em campo até aqui. Já o Corinthians foi o que fez menos teste e escalou apenas 26 jogadores. Considerando apenas os 11 jogadores titulares mais vezes em cada equipe (na teoria o time-base), o Atlético-MG tem a equipe mais envelhecida com média de 30 anos. Botafogo, Fluminense e Paraná escalaram equipes mais jovens, com média de 25.

 

Abaixo, os detalhes de cada um dos 20 times. Lembrando que a formação-base considera os que foram titulares mais vezes até aqui, não o time mais forte possível ou a equipe que eu escolheria.

 

AMÉRICA

Time-base (4-2-3-1): João Ricardo, Norberto, Messias, Rafael Lima e Giovanni; David, Zé Ricardo, Serginho, Luan e Aylon; Rafael Moura. Média de idade: 28 anos.

27 jogadores utilizados

Artilheiro: Aylon (6 gols – 13 jogos)

Assistências: Serginho e Rafael Moura (2)

14 jogos: 7 vitórias, 3 empates, 4 derrotas (57%). 15 gols a favor (1,07). 11 gols contra (0,79).

ATLÉTICO-MG

Time-base (4-2-3-1): Victor, Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos, Adilson, Elias, Otero, Cazares e Erik; Ricardo Oliveira. Média de idade: 30 anos.

32 jogadores utilizados

Artilheiro: Ricardo Oliveira (9 gols – 19 jogos)

Assistências: Otero (9 assistências – 18 jogos)

22 jogos: 12 vitórias, 4 empates, 6 derrotas (61%). 32 gols a favor (1,45). 14 gols contra (0,64).

ATLÉTICO-PR

Time-base (3-4-3): Santos, Paulo André, Wanderson e Thiago Heleno; Jonathan, Matheus Rosseto, Raphael Veiga e  Thiago Carletto; Guilherme, Nikão e Ribamar. Média de idade: 27 anos. *considerados jogos com o time titular, na Copa do Brasil e Sul-Americana. Disputou o Estadual com o time B.

41 jogadores utilizados

Artilheiro: Éderson (9 gols – 16 jogos)

Assistências: João Pedro (5 assistências – 16 jogos)

22 jogos: 13 vitórias, 8 empates, 1 derrota (71%). 37 gols a favor (1,68). 11 gols contra (0,5).

BAHIA

Time-base (4-2-3-1): Douglas, Nino Paraíba, Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Gregore, Elton, Vinicius, Zé Rafael e Élber; Edigar Júnior. Média de idade: 27 anos.

30 jogadores utilizados

Artilheiro: Vinicius (8 gols – 17 jogos)

Assistências: Vinicius (8 assistências – 17 jogos)

20 jogos: 13 vitórias, 3 empates, 4 derrotas (70%). 36 gols a favor (1,8). 14 gols contra (0,7).

BOTAFOGO

Time-base (4-2-3-1): Gatito, Marcinho, Marcelo Benevenuto, Igor Rabello e Moisés; Rodrigo Lindoso, João Paulo, Léo Valência, Luiz Fernando e  Rodrigo Pimpão; Brenner. Média de idade: 25 anos.

27 jogadores utilizados

Artilheiro: Brenner (7 gols – 17 jogos)

Assistências: Léo Valência (4 assistências – 18 jogos)

19 jogos: 9 vitórias, 4 empates, 6 derrotas (54%). 23 gols a favor (1,21). 23 gols contra (1,21).

CEARÁ

Time-base (4-3-3): Éverson, Pio, Valdo, Luiz Otávio e Rafael Carioca; Richardson, Juninho e Ricardinho; Felipe Azevedo, Élton e Arthur Cabral. Média de idade: 28 anos.

34 jogadores utilizados

Artilheiro: Arthur (16 gols – 22 jogos)

Assistências: Wescley (6 assistências – 20 jogos)

28 jogos: 18 vitórias, 6 empates, 4 derrotas (71%). 59 gols a favor (2,11). 24 gols contra (0,86).

CHAPECOENSE

Time-base (4-3-1-2): Jandrei, Apodi, Rafael Thyere, Nery Bareiro e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Amaral, Elicarlos e Nádson; Guilherme e Wellington Paulista. Média de idade: 29 anos.

35 jogadores utilizados

Artilheiro: Wellington Paulista (7 gols – 17 jogos)

Assistências: Canteros e Nádson (3)

21 jogos: 12 vitórias, 5 empates, 4 derrotas (65%). 25 gols a favor (1,19). 12 gols contra (0,57).

CORINTHIANS

Time-base (4-2-4-0): Cássio, Fágner, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel e Maycon; Romero, Rodriguinho, Jádson, e Clayson. Média de idade: 27 anos.

26 jogadores utilizados

Artilheiro: Rodriguinho (4 gols – 16 jogos)

Assistências: Rodriguinho, Romero e Clayson (3)

20 jogos: 11 vitórias, 3 empates, 6 derrotas (60%). 24 gols a favor (1,2). 12 gols contra (0,6).

CRUZEIRO

Time-base (4-2-3-1): Fábio, Romero, Léo, Murilo e Egídio; Henrique, Cabral, Robinho, Rafinha e Arrascaeta; Thiago Neves. Média de idade: 29 anos.

29 jogadores utilizados

Artilheiro: Rafinha, Arrascaeta, Thiago Neves (5)

Assistências: Robinho, Thiago Neves, Rafael Sóbis (3)

18 jogos: 13 vitórias, 3 empates, 2 derrotas (78%). 30 gols a favor (1,67). 10 gols contra (0,56).

FLAMENGO

Time-base (4-1-4-1): Diego Alves, Rodinei, Juan, Rhodolfo e Renê; Jonas, Éverton Ribeiro, Diego, Lucas Paqueta e Éverton; Henrique Dourado. Média de idade: 29 anos.

39 jogadores utilizados

Artilheiro: Vinicius Júnior (6 gols – 14 jogos)

Assistências: Lucas Paquetá e Diego (3)

17 jogos: 11 vitórias, 3 empates, 3 derrotas (71%). 27 gols a favor (1,59). 11 gols contra (0,65).

FLUMINENSE

Time-base (3-5-2): Júlio César, Gum, Renato Chaves e Ibañez; Gilberto, Jádson, Richard, Sornoza e Ayrton Lucas; Marcos Júnior e Pedro. Média de idade: 25 anos.

33 jogadores utilizados

Artilheiro: Pedro (8 gols – 18 jogos)

Assistências: Sornoza (6 assistências – 16 jogos)

19 jogos: 10 vitórias, 5 empates, 4 derrotas (61%). 33 gols a favor (1,74). 14 gols contra (0,74).

GRÊMIO

Time-base (4-2-3-1): Marcelo Grohe, Léo Moura, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon, Jaílson, Ramiro, Luan e  Éverton; Jael. Média de idade: 29 anos.

42 jogadores utilizados

Artilheiro: Luan (6 gols – 13 jogos)

Assistências: Jael (5 assistências – 15 jogos)

21 jogos: 10 vitórias, 5 empates, 6 derrotas (56%). 37 gols a favor (1,76). 21 gols contra (1).

INTERNACIONAL

Time-base (4-2-3-1): Marcelo Lomba, Edenílson, Klaus, Victor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado, Gabriel Dias, Nico López, D’Alessandro e Patrick; Roger. Média de idade: 27 anos.

32 jogadores utilizados

Artilheiro: William Pottker (5 gols – 8 jogos)

Assistências: D’Alessandro (5 assistências – 12 jogos)

18 jogos: 10 vitórias, 4 empates, 4 derrotas (63%). 26 gols a favor (1,44). 11 gols contra (0,61).

PALMEIRAS

Time-base (4-3-3): Jaílson, Marcos Rocha, Thiago Martins, Antônio Carlos e Victor Luiz; Felipe Melo, Tchê Tchê e Lucas Lima; Dudu, Willian e Borja. Média de idade: 28 anos.

29 jogadores utilizados

Artilheiro: Borja (9 gols – 15 jogos)

Assistências: Lucas Lima (6 assistências – 19 jogos)

21 jogos: 14 vitórias, 3 empates, 4 derrotas (71%). 36 gols a favor (1,71). 12 gols contra (0,57).

PARANÁ

Time-base (4-3-1-2): Thiago Rodrigues, Alemão, Neris, Rayan e Mansur; Leandro Vilela, Wesley, Zezinho e João Paulo; Diego Gonçalves e Vitor Feijão. Média de idade: 25 anos.

32 jogadores utilizados

Artilheiro: Diego Gonçalves (4 gols – 10 jogos)

Assistências: Mansur (2 assistências – 10 jogos)

14 jogos: 5 vitórias, 5 empates, 4 derrotas (48%). 16 gols a favor (1,14). 14 gols contra (1).

SANTOS

Time-base (4-3-3): Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison, Renato e Vecchio; Arthur Gomes, Eduardo Sasha e Gabriel Barbosa. Média de idade: 27 anos.

32 jogadores utilizados

Artilheiro: Eduardo Sasha (6 gols – 17 jogos)

Assistências: Daniel Guedes (4 assistências – 14 jogos)

19 jogos: 8 vitórias, 5 empates, 6 derrotas (51%). 24 gols a favor (1,26). 18 gols contra (0,95).

SÃO PAULO

Time-base (4-2-3-1): Sidão, Éder Militão, Rodrigo Caio, Arboleda e Reinaldo; Jucilei, Petros, Marcos Guilherme, Cueva e Nenê; Diego Souza. Média de idade: 28 anos.

36 jogadores utilizados

Artilheiro: Nenê, Cueva, Diego Souza e Marcos Guilherme (3)

Assistências: Cueva (3 assistências – 13 jogos)

22 jogos: 11 vitórias, 3 empates, 8 derrotas (55%). 24 gols a favor (1,09). 15 gols contra (0,68).

SPORT

Time-base (4-2-3-1): Magrão, Raul Prata, Ronaldo Alves, Léo Ortiz e Sander; Anselmo, Neto Moura, Gabriel, Marlone e Rogério; Leandro Pereira. Média de idade: 28 anos.

32 jogadores utilizados

Artilheiro: Anselmo e Marlone (5)

Assistências: Rogério (5 assistências – 8 jogos)

15 jogos: 7 vitórias, 6 empates, 2 derrotas (60%). 24 gols a favor (1,6) 11 gols contra (0,73).

VASCO

Time-base (4-2-3-1): Martin Silva, Yago Pikachu, Paulão, Erazo e Henrique; Desábato, Wellington, Wágner, Evander e Paulinho; Andrés Rios. Média de idade: 27 anos.

32 jogadores utilizados

Artilheiro: Yago Pikachu (7 gols – 17 jogos)

Assistências: Paulinho (5 assistências – 17 jogos)

21 jogos: 11 vitórias, 3 empates, 7 derrotas (57%). 38 gols a favor (1,81). 28 gols contra (1,33).

VITÓRIA

Time-base (4-3-3): Fernando Miguel, Lucas, Kanu, Bruno Bispo e Bryan; Ramon, Uilliam Corrêa e Fillipe Soutto; Yago, Neílton e Denílson. Média de idade: 26 anos.

34 jogadores utilizados

Artilheiro: Neílton (13 gols – 20 jogos)

Assistências: Neílton (7 assistências – 20 jogos)

24 jogos: 15 vitórias, 3 empates, 6 derrotas (67%). 51 gols a favor (2,13). 26 gols contra (1,08).

Opinião
Erros estratégicos custam caro ao Vasco
14 março, 2018
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É apenas teoria, claro. Mas assim como dissemos que para o Cruzeiro o confronto contra o Racing representava o jogo mais difícil do grupo e a derrota não era grande preocupação, o contrário pode se dizer do Vasco. Na teoria, repito, a Universidad do Chile em casa seria a partida mais acessível do grupo para a equipe carioca. E a derrota por 1×0 obriga o time de Zé Ricardo a buscar a recuperação nas duas próximas rodadas, duras e fora de casa.

 

Vasco, Universidad do Chile, Libertadores, Riascos

Alexandre Durão – Globoesporte.com

Evidentemente os problemas físicos causados pela virose que acometeu boa parte do elenco prejudicou a estratégia do Vasco para o jogo. Mas não pode ser considerada a principal causa da derrota. Principalmente porque em campo a equipe mostrou alguns erros recorrentes neste início de temporada.

 

O principal deles a dificuldade na saída de bola. Evander participou pouco e o time se viu muitas vezes obrigado a insistir com bolas longas que batiam e voltavam. Paulão nem Erazo tem passe e velocidade para acelerar o jogo de trás. E Desábato, que passou a recuar para fazer a saída de três ficava sem possibilidade de passes com as laterais bem bloqueadas pelo 3-4-3 dos chilenos. O jogo só melhorou quando Wágner se movimentou mais, participando da saída de bola e abrindo o corredor para as chegadas de Yago Pikachu. O Vasco chegou mais mas ainda assim produziu pouco, exigindo pouco do inseguro Jonny Herrera.

 

Mas Wágner teve que sair no intervalo por questões físicas e com Paulinho o Vasco ganhou mais capacidade de drible e velocidade pelos lados. Porém seguia travado, com muitos erros de passe e incapacidade para sair jogando. Era preciso alguém no meio que desse a dinâmica para sair da marcação. Zé Ricardo, sabendo da importância de vencer, errou na estratégia. Tirou Desábato para colocar Andrés Rios. Mais um atacante que não conseguiria receber a bola com qualidade. Mais espaço para o adversário no setor mais importante do jogo.

 

É verdade que o gol da vitória dos chilenos saiu em jogada fortuita, graças a falta de concentração da defesa. Lateral batido para a área e giro fácil sobre Paulão antes da finalização e Martin Silva falhando. Dali em diante, o Vasco teve muitos atacantes mas poucas ideias. Nenhuma capacidade para furar o bloqueio. Deixou para trás pontos importantes.

 

Zé Ricardo tem um elenco cheio de limitações e uma situação dura em um grupo difícil. Precisa pensar em formas de corrigir defeitos graves que vem se repetindo a cada jogo. E acertar na estratégia para buscar pontos fora de casa que mantenham o Vasco vivo na Libertadores.

Opinião
São Paulo tira o sofá da sala
9 março, 2018
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Menos de um ano depois de contratado, Dorival Júnior foi demitido pelo São Paulo. Deu a lógica após um início de ano cheio de turbulências e uma campanha ridícula no Campeonato Paulista. O técnico já respirava por aparelhos no cargo nas últimas semanas e era difícil imaginar qualquer tipo de reversão. Cultural.

 

Dorival Júnior, São Paulo

Marcos Ribolli – Globoesporte.com

Já havia dito aqui neste espaço que o São Paulo precisava reconhecer o seu estilo em 2018. As contratações não podem ser chamadas de ruim embora algumas tenham sido sobrevalorizadas e quase nenhuma combine com o estilo de trabalho do treinador. A impressão, de fora, é que Dorival sempre esteve à margem da montagem do elenco. Um erro gravíssimo.

 

É verdade que o técnico vinha tentando. Depois de acelerar a entrada de Diego Souza no time, tirou ele e Nenê da equipe titular e vinha buscando outras alternativas. Difícil ajeitar um time com tantos jogos em poucos dias e com tanta pressão por resultados. Tudo só vem para dificultar.

 

Claro que Dorival teve muitos erros na passagem pelo São Paulo. Não há justificativa para um aproveitamento de apenas 42% no campeonato estadual com um elenco que tem qualidade apesar das carências evidentes. Mas é muito simples para a diretoria, mais uma vez, colocar toda a responsabilidade no treinador.

 

De 2015 para cá, o São Paulo vai para o oitavo técnico (fora interinos). Dos mais variados estilos e perfis. Experiente, novato, linha dura, ofensivo, defensivo. Talvez seja a hora de deixar o sofá onde está. E procurar onde está o verdadeiro culpado.

 

PS: Dorival Júnior é o quarto técnico demitido na Série A em 2018. Só um time jogou mais de 15 partidas no ano, que está só no começo com partidas encavaladas. Vamos repetir os erros do passado até quando?

Opinião
Faltou tudo no clássico carioca
8 março, 2018
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Foi mais um jogo ruim do Campeonato Carioca. Nem os clássicos tem salvado um dos estaduais mais tradicionais e atualmente um dos piores do país. Vasco e Fluminense não saíram do empate sem gols, ainda que as duas equipes tenham encontrado oportunidades claras para marcar. Faltou tudo, inclusive o público, mais uma vez muito decepcionante.

 

Vasco, Fluminense, Clássico, Carioca,

André Durão – Globoesporte.com

O Vasco pensando no futuro escalou o time com três zagueiros, a exemplo do Fluminense que vem usando o esquema desde o início da temporada. Ambos mostraram semelhanças e os mesmos problemas na engrenagem, ainda que o tricolor fizesse o jogo fluir melhor pela adaptação maior ao modelo.

 

Os dois times tiveram problemas na saída de bola. É preciso entender que jogar com linha de três (ou cinco) atrás voltou à moda na Europa mas não como nos tempos antigos. Quase todos os times usam no setor um volante ou lateral com mais velocidade e capacidade de passe para começar as jogadas. Nenhum dos seis zagueiros em campo tinha tais características. Para piorar, os laterais se desgarravam de trás e deixavam tudo com os volantes que também não conseguiam sair. O jogo passou pouco pelo meio-campo dos dois lados. Virou um duelo de bolas longas.

 

Para piorar, um festival de erros técnicos infantis. Passes fáceis desperdiçados, finalizações ruins, dribles na hora e lugar errados. Vasco e Fluminense erraram muito. E não mereceram vencer. Nem fazer gol.

 

Depois de um início de ano cheio de ilusões na Libertadores, o Vasco vai percebendo o quão duro será seu caminho mais uma vez. Zé Ricardo pode até apostar no sistema que deu mais garantias defensivas mas não pode abrir mão do talento e da fluência de jogadores como Evander e Paulinho. E vai precisar buscar volantes ou até mesmo um zagueiro que consiga melhorar a saída de trás.

 

Do outro lado, o Fluminense já estava preparado para um ano duro. Abel conseguiu dar cara e padrão para uma equipe recheada de jovens que ainda depende de muitos ajustes para se tornar de fato competitiva, ainda que os resultados recentes não sejam assim tão ruins.

Opinião
Não dá para reduzir eliminação do PSG ao seu tamanho
7 março, 2018
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A vitória do Real Madrid por 2 a 1 na França confirmou mais uma eliminação do PSG na Liga dos Campeões da Europa nas oitavas de final. E trouxe a tona mais uma vez velhas discussões relacionadas ao dinheiro no futebol e ao peso das camisas. Uma grande bobagem reduzir os dois jogos entre duas grandes equipes a velhos clichês.

 

PSG, Real Madrid, Champions

Globoesporte.com

A verdade é que se enfrentaram dois reais postulantes ao título. Pelo elenco, investimento e capacidade individual que possuem, Real Madrid e PSG poderiam terminar a temporada levantando o principal caneco do continente. Mas futebol não é simples nem matemático. Principalmente quando se trata de uma competição de tão alto nível com tantos competidores no páreo.

 

Nas duas partidas, o time de Zidane levou a melhor sobre o de Unai Emery na parte coletiva. O técnico francês levou a melhor no primeiro jogo quando o PSG trouxe Daniel Alves para a segunda linha tentando garantir um resultado, soltou Marcelo e ganhou o jogo justamente no lado em que o adversário pretendia se defender. Ontem, abriu os jovens Vasquez e Asensio, fechando os lados do campo e impedindo que os laterais do Paris pudessem se juntar aos ponteiros para criar chances para Cavani. Com um trio de meio-campistas que infiltra pouco, faltaram opções e o jogo travou. Ficando ainda mais duro após o gol de Cristiano Ronaldo (marcou 22 nas últimas 13 partidas de Champions, um animal) e a expulsão tola de Verrati que afundou qualquer pretensão de reagir.

 

É evidente que Neymar fez falta. O PSG ainda é um time em processo de construção, que muda mais o elenco que os principais times do continente a cada temporada. Até por isso, depende mais das individualidades. E foi moldado nesta temporada para que o jogador mais caro de todos os tempos pudesse ser o protagonista e brilhar. Mesmo com ele não sei se a classificação poderia mudar de mãos. Mas certamente a vida do Real teria sido mais dura na França.

 

O PSG vai seguir o seu projeto, provavelmente com outro treinador na próxima temporada. Com o aporte financeiro que recebe, certamente será mais uma vez candidato ao título da Champions e de qualquer outro torneio que disputar. E não será por peso de camisa que ficará para trás, como não foi nesta terça-feira.